Planejamento exemplar
Jornal Panorama | jul 13, 2012 | Comentários 0
Tão cobrado nos dias atuais das administrações públicas, o planejamento estratégico a médio e longo prazo tem um exemplo que merece ser destacado no Vale do Paranhana. Trata-se das organizações municipais de Defesa Civil, que juntas conseguiram consolidar uma estratégia regional de prevenção a desastres. O documento está desde a sexta-feira passada publicado em um livro, entregue às autoridades municipais e regionais para que dêem sequência ao trabalho iniciado há cerca de quatro anos.
A publicação e divulgação de praticamente um livro com a Política Regional de Defesa Civil é o principal resultado do terceiro encontro do setor, realizado na sexta-feira passada em Parobé, abrangendo não só as corporações do Paranhana, mas também da Região das Hortênsias e do Alto Sinos. A política contém um diagnóstico de cada um dos municípios e oferece uma série de subsídios para que os coordenadores municipais atuem, além de elencar várias metas a serem alcançadas pela Defesa Civil nos próximos anos. Um trabalho que, por toda a sua importância, não pode parar apenas neste documento.
Entregue às autoridades municipais da região, a política regional de Defesa Civil precisa estar na mente dos concorrentes no pleito de outubro, como uma iniciativa que precisa ter sequência nos próximos anos. Como foi destacado durante o encontro em Parobé, muito do que foi feito até agora na área foi resultado da mobilização dos coordenadores municipais e do entendimento da importância do setor pelos atuais prefeitos. Afinal, cabe aos mandatários municipais permitir e garantir a estrutura necessária para que as organizações de Defesa Civil de suas cidades se integrem às iniciativas de planejamento.
Com uma política consolidada e organizações minimamente estruturadas a nível regional, a Defesa Civil precisa a partir de agora dar mais efetividade às estratégias de prevenção. Um dos entraves que pode ser atacado mais firmemente na região é a retirada de famílias que ainda residem em áreas de risco. Afinal, não basta ter uma política de atendimento eficiente, se a cada enchente a mesma família tem sua casa invadida pelas águas dos rios. Sem falar em outros desastres que já registramos aqui no Paranhana. Um exemplo de projeto que precisa mostrar a que veio é o que prevê a instalação das estações meteorológicas, surgido em 2010 e ainda não concluído.
No tocante ao principal tema do encontro regional, a relação da Defesa Civil com a imprensa, é sim verdade que os veículos, em especial da grande mídia, acabam dando cobertura mais extensa aos ditos fenômenos extremos. Isso acontece por uma consequência natural do que é notícia, onde o que sai da rotina do dia a dia é pauta para as matérias. Não seria novidade alguma um jornal noticiar que uma pessoa vai todo o dia ao seu trabalho. Mas é novidade o jornal noticiar que esta pessoa não está conseguindo cumprir sua rotina porque a rua está interrompida por um rio que transbordou. O que é importante ressaltar, porém, é que o Jornal Panorama está sempre aberto à divulgação de novas iniciativas da Defesa Civil na área de prevenção, como em muitas ocasiões já fizemos. Como foi ressaltado durante o encontro, esta é a nossa missão como integrantes da imprensa.
Seção: Editorial





