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A educação e os desafios da Pandemia de Covid-19, por Maria Isabel Rossetti

Muitos desafios surgiram em função da Pandemia pelo novo Coronavírus Covid-19, que de forma tão abrupta assolou a todos. A rapidez com que tudo aconteceu e a necessidade de obtenção de subsídios para enfrentar o distanciamento social e tudo o que disto se desencadeou tiveram grande impacto e importantes mudanças e necessidades de adequação tanto da rotina familiar, quanto escolar. A necessidade de aderir à quarentena distanciou a maioria das pessoas de seus locais de estudo, de trabalho e de convívio diário com familiares, colegas e amigos.

            As escolas tiveram que rapidamente encontrar alternativas para subsidiar seus profissionais, garantindo condições de continuidade à incrível missão de educar em tempos de Pandemia. As famílias, para garantir a continuidade das aulas através de atividades domiciliares, tiveram que organizar seus espaços e cuidados com os filhos. Por profusos motivos, nem todos os segmentos tiveram a possibilidade de se adequar a esse desafio.

             A saudade e a ausência de convívio passaram a fazer parte de toda a sociedade. A impossibilidade de contato presencial entre as pessoas foi o que impactou de forma dolorosa a nível mundial. Mas… a união dos esforços para atender diferentes realidades proporcionou o envolvimento de cada um para que, de forma online, as dificuldades fossem amenizadas e o vínculo fosse mantido.

            Especificamente no que se refere à educação, as direções e as equipes pedagógicas das escolas assessoraram os seus professores para garantir a continuidade das aulas e da aprendizagem. Os professores desenvolveram suas aulas com determinação, conhecimento e criatividade, garantindo a proposição e realização de atividades domiciliares. Os avanços foram contínuos e com meritórios progressos, devido à dedicação pelo compromisso com a educação. As tentativas para assegurar que todos pudessem receber, acompanhar e realizar as tarefas fizeram parte da rotina da equipe escolar.

            Os professores estão sendo incansáveis na busca por formas de despertar o interesse e garantir a aprendizagem dos alunos. Todos tiveram que aprender a lidar com a tecnologia, que exigiu um conhecimento maior em função de passar a fazer parte de forma intensa no dia a dia. A troca de experiências enriqueceu o trabalho dos professores. A busca por plataformas educacionais adequadas favoreceu a qualidade através da diversidade das atividades e ampliaram possibilidades de navegação. Foi uma soma de muitas partes para que, em um período tão inusitado e excepcional, todos pudessem ‘sair’ com o menor prejuízo possível.

            A família, neste momento e sempre é fundamental na educação de seus filhos. Todo assessoramento das atividades domiciliares, a organização do espaço para a realização das tarefas, a rotina escolar e o cuidado com atividades diversificadas de zelo com o corpo e a mente foram méritos da família. Está sendo um período que exige esforços inimagináveis e uma nova estruturação de acompanhamento e atenção. Os alunos, com a capacidade de adaptação e entendimento a novas situações, encaram e assumem seu papel, apesar da crescente necessidade do convívio social. As famílias, em sua grande maioria, mostram-se capazes e empenhadas para responder de forma primorosa à demanda atual.

            Acredito que os desafios desencadeados pela Pandemia Covid-19 estão trazendo às pessoas uma nova forma de viver e de agir, valorizando ainda mais as relações e o convívio. Ninguém ficou livre desta situação que está sendo tão preocupante e alarmante. O cuidado pessoal e grupal é explicitamente estampado na forma de agir de cada um. Acredito que o ser humano está sendo capaz de viver esta fase da história mundial com cuidados, pessoais e grupais, que são indispensáveis para uma vida digna e solidária, e que o mundo viverá, a partir de agora, novas formas de relações afetivas, de solidariedade e de empatia.

            Com resiliência e com relações afetivas, que possamos em nós mesmos e ao nosso redor fazer nascer a ordem a partir do caos, mesmo nas coisas mais simples do nosso cotidiano.

Maria Isabel Rossetti,
Professora