A vantagem de ter amigos, por Krishna Grandi

Acompanhe a coluna de Krishna Grandi, acadêmica de Publicidade e Propaganda da Faccat.

A vantagem de ter amigos

Talvez pareça óbvio, mas é claro que todos precisam de um amigo. E se já tem um, ter mais é apenas questão de tempo. Há diferentes tipos de amigos. Aqueles que são parceiros de festa, mas não são bons conselheiros… Aqueles que são ótimos conselheiros, mas não gostam de festas. Os que te levam para lugares novos e não repetem o lugar. Os que te levam para os mesmos lugares, mas te fazem olhar detalhes que você não tinha visto antes. Os que comemoram contigo as vitórias. Os que não podem saber do fracasso, porque sofrem junto. Os amigos que planejam viagens. E outros amigos que acabam viajando. Os amigos que se casam e aumentam o grupo. Os amigos que namoram e nunca mais foram vistos. Os amigos que colocam despertador para comemorar um ano de namoro de um casal. E assim vai.

Vai para onde? Melhor pergunta que um amigo pode fazer. Ele acaba indo junto e já se foi um rolê infinito. Amigos lembram você dos momentos vergonhosos. Lembra aquela vez que tu ficou com aquele guri que tinha cara de duende? Como tu teve coragem, amiga? Às vezes… Vai, né. Nem olha muito. E então você lembra dos podres dela. E joga na cara, porque amizade é assim. Amigos planejam como destruir o mundo se fossem pessoas maldosas. Gostam de vilões e são os mocinhos. Alguns amigos ficam só na memória. Quase amigos imaginários. Até conversamos com eles, mas eles nunca estão presentes. Nem fazem ideia que estamos falando com a cadeira vazia ao lado esperando uma resposta.

Alguns amigos, viram amores. Daí torna tudo mais especial. Moram junto contigo, dividem uma vida, guardam segredos e criam novas memórias. Planejam tocar o terror, explodir pessoas, envenenar inimigos e comer salada fit. Tudo pela parceria. Jogam vídeogame, tabuleiros, cartas, roupas no chão e louça na pia.

Amigos chegam cansados, tristes, desiludidos e imperfeitos. Amigos somem, desaparecem, viram pó, morrem ou se tornam vilões. E aí fica complicado. Porque, às vezes, somos cúmplices de crimes. Então as cartas estão na mesa e o que faremos com as evidências? Melhor não nos falarmos mais. Deixa quieto. E vai cada um para o canto. Ninguém sabe, ninguém viu e é só uma história para se contar. E aquela amizade vira uma briga que pode durar anos. E então dizemos adeus…

Amigos deixam saudades. Vão atrás de sonhos e só voltam com boas notícias. Querem conquistar o mundo e objetivos maiores. Querem viajar e conhecer pessoas novas… Até amizades novas! Vão para outra faculdade, fazem mestrado e criam produtos. Ganham prêmios e são reconhecidos no trabalho. Amigos lêem livros diferentes e falam outra língua. Às vezes, amigos nem falam a tua língua, mas ainda assim é amigo. E daí se afastam. Deixam a gente torcendo pelo melhor. E naquele abraço fica a promessa… Até logo!

Aos meus amigos, obrigada pela parceria. Aos que sou amiga, calma que vem mais treta pra nós. Espero que possam compartilhar mais essa conquista

comigo. Não sei se terá mais crônicas como essa, mas permita-me a liberdade de escrever sobre o que me inspirar por aqui. Tipo contos e tals. Me ajudem com ideias, pedidos, reflexões ou apenas respondam uma simples pergunta minha: “Como tu tá?” com algo verdadeiro, singelo e real, como uma amiga fez: “Me mijando”.