Acusado admite direção de carro que atropelou policial, mas diz que não conseguiu desviar

Polícia

Após ser preso, terceiro suspeito do caso prestou depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (25).

Preso na noite desta terça-feira (25) por acusação de envolvimento no atropelamento de um policial militar em Taquara, Gustavo Machado de Moura, 25 anos, prestou depoimento à Polícia Civil durante a noite. Nas declarações, ele admite que estava dirigindo o automóvel Corsa que atingiu o segundo sargento João Batista dos Santos Rogério, 51 anos, na noite da última sexta-feira (21). Contudo, alega que estava em alta velocidade e não conseguiu desviar. A partir da prisão do acusado, a Polícia Civil tem 10 dias para a conclusão do inquérito.


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A reportagem do Panorama obteve acesso ao termo de declaração de Gustavo. No documento, perguntado sobre o motivo do atropelamento, disse que vinha muito rápido e estava fumando maconha desde cedo, inclusive naquele momento. Confirmou estar acompanhado do casal de namorados que também chegou a ser preso pelo crime, mas foi solto na segunda-feira por habeas corpus da Justiça, e disse que todos faziam uso de maconha. Gustavo disse, segundo o depoimento, que não guinou o carro contra a vítima, apenas não conseguiu desviar, pois estava muito rápido. Ele acredita que a velocidade seria de 80 quilômetros por hora.

Ainda segundo o depoimento de Gustavo, tudo aconteceu muito rápido e ele afirma que não lembra quais foram os dizeres dos outros tripulantes do veículo. Acrescenta que, depois do ocorrido, ouviu dois disparos e fugiu do local, mas que não havia armas dentro do carro. Relata que possuia apenas mais um pedaço de maconha, o qual dispensou em seguida. Disse que pretendia abandonar o carro, que pertence ao outro acusado, Marlon Schneider, próximo à ponte na divisa de Parobé, mas que o dono do veículo pediu que o automóvel não fosse deixado ali. O casal desceu do carro e Gustavo seguiu pela estrada de chão.


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Gustavo afirma que voltou até a ERS-115, deixando o carro estacionado na margem direita, sentido para a ERS-239, e foi a pé, atravessando a rodovia, até próximo à esquina com a Novatração. Neste local, afirma que encontrou um conhecido, do qual não se recordou o nome, e pediu que este fosse verificar a gravidade das lesões da vítima. O homem atendeu o pedido e retornou com a informação de que o policial já tinha sido atendido pela ambulância e recolhido. Gustavo disse que retornou para o veículo e seguiu pela estrada de chão até uma boate na ERS-115, retornando pelo asfalto até Igrejinha, na casa da mãe de Marlon, onde deixou o automóvel. Perguntado, disse que não conhecia e não tinha nenhuma inimizade com o policial militar.

Polícia tem 10 dias para conclusão do inquérito

O delegado Ivair Matos Santos, titular da Polícia Civil de Taquara, informou que, a partir da prisão de Gustavo, a corporação tem 10 dias para concluir a investigação. Por enquanto, o depoimento não alterou a linha de apuração do caso, de tentativa de homicídio qualificado, uma vez que, na visão da polícia, os três participaram do crime à medida que estavam furando uma barreira policial. O delegado pretende apurar a informação sobre os tiros e também concluir perícias, principalmente no carro. Os três acusados deverão ser indiciados no curso do inquérito policial.

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