COMUNIDADE

Agência do FGTAS/Sine de Taquara prepara quase 100 trabalhadores para o mercado

Serviço é realizado em parceria da FGTAS/Sine com a Faccat.

A agência do FGTAS/Sine de Taquara oferece, gratuitamente, atendimento psicossocial e qualificação profissional aos trabalhadores em situação de desemprego. A iniciativa é viabilizada por meio de parceria firmada com as Faculdades Integradas de Taquara (Faccat). Por meio da parceria, em 2018, foi organizado um grupo de preparação para o mercado de trabalho. Os trabalhadores atendidos na unidade puderam participar de encontros semanais. Cerca de 96 trabalhadores participaram de pelo menos um dos 16 encontros realizados pelo Centro de Serviços em Psicologia da Faccat.


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De acordo com o coordenador da Agência FGTAS/Sine de Taquara, Evandro Lopes, os encontros foram planejados conforme as demandas, e envolveram desde a exploração dos fatores que os participantes consideravam responsáveis pela dificuldade na recolação no mercado de trabalho até suas expectativas na busca por emprego.


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O objetivo do grupo era o fortalecimento, a promoção do autoconhecimento e o desenvolvimento de habilidades, além da reflexão sobre a busca pela recolocação e suas expectativas; a representação, a importância e o sentido social do trabalho; bem como o cenário do mercado de trabalho atual, suas exigências e entrevistas de emprego.

A coordenadora do projeto, a psicóloga e professora da graduação em Psicologia da Faccat, Alessandra Jacoby, relatou que o grupo “contou com a participação de apenas um homem em um único encontro; todos os demais integrantes eram mulheres. A maioria delas estava há cerca de três meses em situação de desemprego, possuía entre 40 e 50 anos, trabalhou durante um longo período de tempo em uma mesma empresa e não conseguia se ver desenvolvendo outra atividade. Boa parte se candidatava a todas as vagas de emprego de que tinha conhecimento, independente da compatibilidade com o perfil profissional e, assim, frustrava-se ao não ser contratada”.

Ela ressaltou que o grupo era aberto, de forma que os participantes podiam entrar e sair quando quisessem. “Desenvolvíamos um mapa do emprego, em que estabelecíamos um objetivo específico para cada uma das integrantes, com etapas a serem cumpridas, como qualificação profissional, melhoramento do currículo e desenvolvimento de habilidades. Apenas uma integrante do grupo não conseguiu ser recolocada no mercado de trabalho. Era uma trabalhadora com deficiência, com graduação em Biblioteconomia e especialização, que, devido a uma paralisia cerebral, apresentava dificuldades de fala e de locomoção. Todos os demais participantes foram contratados”, contou.