ÁLVARO DE SOUZA

ÁLVARO DE SOUZA


Natural de Canoas, com 55 anos, filho de Gladis Suely de Souza e Heitor Jorge de Souza – “in memoriam”. Pai da Marina e do Regis, já foi operador de áudio em rádios. Hoje, trabalha com eletroeletrônica industrial e fotografia.


Quais são as lembranças marcantes sobre sua história? Sou reservado, por isso não costumo falar de mim. Na questão histórica, sempre fui um curioso nato, um explorador. Muito do que construí foi resultado de algum propósito, mas algo que faço questão de manter comigo é questionar o motivo, saber os porquês, acredito que isto tenha reverberado para as pessoas que convivem comigo. Gosto de questionar, assim se descobre muita coisa.

Conte-nos de sua relação com Taquara: Cheguei a Taquara em 1973, aos 11 anos. Vim para cá com meus pais e minha irmã. Era uma cidade pacata e, então, senti que poderia ter mais liberdade. Foi um momento marcante na minha vida. Aqui, pelo fato de todos se conhecerem, fui cuidado por muitas pessoas, além de minha família, é claro. Estudei no Dorothea, depois no Cimol, no Cristo Redentor, em Canoas, na PUC, em Porto Alegre, e na Unisinos, em São Leopoldo. Morei muito tempo fora de Taquara e voltei faz seis anos.

Como manter o olhar curioso? Não sei se seria treino ou a simples permissão de sentir e captar. Sou exigente comigo e, naturalmente, sempre tenho todo o cuidado com o que faço. Hoje, parece que está tudo muito automático na busca pelo resultado e, talvez, o prazer com o fazer as coisas esteja um tanto deslocado.

Como a tecnologia influencia o seu resultado profissional? Falando-se em imagens aéreas, meu primeiro drone eu mesmo fiz. Pesquisa própria, desenvolvimento, projeto, construção, tudo próprio. Logo que voou, algumas pessoas pediram que eu captasse imagens para elas… Mas como produzir imagens legais com um equipamento rudimentar? Então, foi hora de arriscar e investir num equipamento profissional. Hoje, a tecnologia proporciona a entrega de mais qualidade com rapidez, flexibilidade e segurança. Além da tecnologia, dou toda atenção ao processo criativo e de captação das imagens, momento em que o trabalho começa bem para terminar bem.

Um hobby: aeromodelismo.

Um temor: desesperança.

Um livro: As Aventuras de Tom Sawyer – Mark Twain.

Um prato: carreteiro.

Um filme: gosto dos documentários que mostram a África.

Uma personalidade: Nikola Tesla e Charles Spencer Chaplin.

O que você gosta de ouvir: Rock’n Roll, rock progressivo, moda de viola e música de raiz.

Qual seu maior sonho: ficar velhinho.

Deixe uma mensagem aos leitores do Panorama: Manter sempre a esperança.

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