Apae de Parobé suspende atendimentos na saúde; prefeitura promete colocar repasse em dia

Atendimentos na área da saúde foram suspensos nesta sexta-feira (22).
Faixa estendida em frente à Apae denunciou atraso em repasse.
Divulgação / Gabriela Capitani

A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Parobé suspendeu, nesta sexta-feira (22), os atendimentos na área da saúde. Uma faixa foi afixada em frente à instituição denunciando atraso em repasses para os serviços por parte da administração municipal de Parobé. Segundo informações da diretoria da entidade, os débitos na área da saúde totalizam R$ 30 mil e no tocante à assistência social são de R$ 3 mil.


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Segundo a diretora administrativa da Apae, Margarete Muller de Souza, os serviços de saúde suspensos representaram 28 atendimentos de fisioterapia e fonoaudiologia que deixaram de ser realizados nesta sexta-feira (22) por quatro profissionais. A expectativa é de que a prefeitura faça o pagamento na segunda-feira (25), como a diretoria da Apae recebeu a informação, mas Margarete afirma que os serviços de saúde serão retomados apenas quando o dinheiro for repassado. Isso porque é preciso efetuar o pagamento aos profissionais.


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O que diz a prefeitura

Contatado pelo Jornal Panorama, o chefe de gabinete do prefeito Irton Feller, Valdenir Martins (Kiko), se manifestou sobre os atrasos em repasse. Segundo ele, a administração mantém três convênios com a Apae, sendo um de R$ 3 mil relacionado à assistência social, cujo pagamento está em dia; o outro convênio é de R$ 20 mil para a educação e que, segundo Martins, também está em dia.

O terceiro convênio mantido, conforme o chefe de gabinete, é na área de saúde, de R$ 15 mil, cujo repasse deste mês está em atraso. Martins anunciou que, na segunda-feira (25), a prefeitura efetuará o pagamento, que não aconteceu nesta semana devido a bloqueios judiciais nas contas da saúde. O chefe de gabinete informou, ainda, que na próxima semana deverá estar vencendo o pagamento deste mês e o valor deverá ser repassado normalmente. Martins acrescentou que os atrasos acontecem por conta de valores que não têm chegado nas datas do governo federal, citando, principalmente, os repasses da assistência social e da educação.

Preocupação com a educação

Margarete manifestou preocupação, também, com a informação recebida da prefeitura de que haverá diminuição no repasse para o convênio da educação, devido à contenção de despesas. Segundo ela, o valor cairia de R$ 25 mil para R$ 20 mil, o que representa um corte em 35 atendimentos. Questionado por Panorama, o chefe de gabinete Valdenir informou que a prefeitura decidiu não mudar o valor deste convênio, que continuará no mesmo montante.