Após rejeição a financiamento de R$ 8 milhões, Prefeitura de Três Coroas protesta contra “intransigência do Legislativo”

Administração municipal divulgou nota culpando a Câmara por inviabilizar a "realização de obras".
Administração municipal afirma que convocou reunião com empresários e membros de entidades para discutir soluções devido à rejeição de projetos pela Câmara.
Divulgação / Diego Land

A Prefeitura de Três Coroas divulgou nota, nesta quarta-feira (11), acusando a Câmara de Vereadores de “intransigência” que “inviabiliza a realização de obras no município”. A queda de braço entre Executivo e Legislativo ocorre por conta da rejeição de projetos de autoria do governo municipal, que afirma ter realizado uma reunião com empresários e representantes de entidades “para discutir alternativas para que o município não pare no tempo”.


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Segundo a Prefeitura, “a gota d’água que levou a essa mobilização foi a não aprovação, na Câmara, de um projeto de financiamento para a pavimentação asfáltica das vias públicas”. A proposta foi rejeitada por seis votos a dois. A administração municipal alega que a medida é contrária à maioria dos municípios da região, em que foram aprovados projetos de financiamento e que as obras estão em andamento.

O financiamento a que se refere a Prefeitura seria de R$ 8 milhões, a ser contratado junto à Caixa Econômica Federal, prevendo a pavimentação de vias urbanas e a construção de uma ponte. Segundo o prefeito Orlando Teixeira dos Santos Sobrinho, as ruas beneficiadas pelo recurso alcançarão a maioria dos bairros do município, conforme um plano a ser executado pelo governo. Já com relação à ponte, o prefeito explicou que o recurso do financiamento serviria para a contrapartida do Executivo visando a complementação das emendas dos vereadores para a construção da ponte na localidade de Quilombo.


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A nota divulgada pelo Executivo afirma que, “triste”, o prefeito Orlando lamentou a reprovação e disse que, ao tentar prejudicar a administração, a oposição acaba atingindo a população. “A câmara não dialoga com a prefeitura e nem quer discutir os projetos. Simplesmente vota contra. O legislativo se quer adianta num tempo hábil as pautas que vão à votação. Desta forma a administração fica sem oportunidade de defender e explicar o projeto e a população não consegue estar presente no dia da votação para cobrar os vereadores”, lamentou Orlando.

Segundo ele, a postura da maioria dos vereadores é muito contraditória, pois cobram as melhorias, mas por outro lado inviabilizam a realização de obras. “Chega a ser cômico. Alguns vereadores daqui nos comparam com as cidades vizinhas, dizendo que elas estão se desenvolvendo mais do que a gente, só que por outro as câmaras desses municípios aprovaram o mesmo projeto que foi rejeitado aqui. Inclusive, o Executivo pagaria o financiamento com juros menores que os que essas cidades estão pagando”, explicou o prefeito.

A Prefeitura argumenta “que o município só conseguiu uma linha de crédito favorável agora que as contas estão em dia, pois, a saúde financeira nos dois primeiros anos desta gestão o inabilitava”. Afirma, ainda, que o financiamento seria a única alternativa para promovr as melhorias, admitindo que “muitas ruas da cidade estão esburacadas e outras ainda não estão asfaltadas”.

Os vereadores que votaram nesta semana contra projeto de financiamento para a pavimentação asfáltica foram: Francisco Adams – Kiko da V8 – (PDT); Pedro Senir Farencena – Pedrinho (PT); Irineu Feier (MDB); Orneide Petry (MDB); João Kunz (PSDB) e Hilário Iluir Behling (PSB). Favoráveis votaram Ilário Relário Bringmann – Chico Bala – (PSD) e Roque Werner (PSD).