Artista plástica Tanara Renck participará de exposições internacionais em 2018

Taquarense atualmente está radicada em Campo Grande (MS).
Quadro da cadelinha pintando a Torre Eifel, ao centro, em uma galeria de Paris. Divulgação

TAQUARA – O ano de 2017 foi de estreia de obras da artista taquarense Tanara Renck (foto à direita) para além do Oceano Atlântico, com exposições, em outubro, no Carrossel du Louvre, em Paris, e, em seguida, em Madri, na Escuela y Galería Ara Art. A turnê ainda ganhou um bônus com passagem pela Galeria Julio César Alvarez, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e, agora em novembro, no Forte São Francisco, em Chaves, Portugal. A primeira exibição no exterior em 2018 já está agendada para o final de março, em Dubai, além de outras possibilidades em planejamento.


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A movimentação artística realizada pela Confraria Sociartista, da qual Tanara é sócia-fundadora e atualmente secretária, juntamente com a visibilidade nas mídias e redes sociais, abriram oportunidades para novos horizontes. Tanara foi convidada pela curadora da Artcom Expo International Association of Artists, Baronesa Jiselda Salbu, para expor em outros países. Veio, também da Baronesa, o convite para Dubai, além de Málaga e Madrid, na Espanha, Lisboa e Chaves, em Portugal.

As exposições, como lembra Tanara, são coletivas, reunindo trabalhos de aproximadamente 30 artistas. “Realizadas em locais de grande importância e que possuem alto custo para a organização, as curadoras levam vários artistas para participar e conseguir custear as despesas”, revela a taquarense radicada em Campo Grande (MS) há cinco anos. Em média, cada artista expõe de uma a três obras.


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A sensação de mostrar os trabalhos no exterior foi maravilhosa para Tanara. “Gerou muita ansiedade e expectativa desde o início de 2017, quando recebi o convite para participar das exposições de Paris e Madrid. Ver seu trabalho exposto e reconhecido fora do Brasil é uma sensação indescritível”, externa, ao garantir ser “a realização de um sonho especial”. A repercussão dos trabalhos, garante ela, foi positiva.

As obras temáticas para Paris retrataram imagens de uma pequena cachorrinha pintando a Torre Eifel e, para Madrid, os animais com temas da cultura flamenca, com vestidos vermelhos, leques e flor na cabeça. “Amo animais, e a ternura e a suavidade das pinceladas revelam esse vínculo profundo transformado em arte”, conta. A exposição no Paraguai surgiu do convite feito pelo artista Julio César Alvarez, na galeria dele, em Pedro Juan Caballero. Já a de Portugal, veio da curadora de Madrid, Márcia Vinhas Fernandes, e a abertura ocorreu no primeiro final de semana de novembro.

Atualmente, Tanara conta preferir trabalhar com técnica de óleo sobre a tela, onde se sobressaem os temas com figuras de animais. O trabalho dela possui várias influências artísticas, transitando entre o hiper-realismo, surrealismo, Pop Art e o abstracionismo. Nas próximas exposições, diz estar pensando em inovar. “Vou deixar o coração e os pincéis me guiarem. Quem sabe, deixe os animaizinhos um pouco de lado e comece uma nova temporada”, reflete ela, que morou em Taquara até os 36 anos.

Matéria publicada na edição impressa de 15 de dezembro.