Basquete, MMA e Corrida de Rua: novas modalidades crescem no país

Giannis Antetokounmpo: atleta grego é um dos novos fenômenos da liga americana de basquete. Foto por: Keith Allison/CC BY-SA 2.0

Há tempos que o Brasil deixou de ser apenas o país do futebol. Nos últimos anos, diversas modalidades se desenvolveram e têm conquistado cada vez mais espaço. O basquete, o MMA e a corrida de rua são algumas das principais e aqui vamos falar um pouco mais sobre elas.

Basquete é impulsionado pelo empenho da NBA

A National Basketball Association (NBA) abriu um escritório em território nacional em 2012 e, desde então, está empenhada em revolucionar o interesse pelo esporte em todos os cantos do país.

Anualmente durante as finais de conferência/finais da liga, existe a organização da “Casa NBA”, um espaço com várias atividades temáticas acerca do basquete e um local para ver os jogos. Em comparação a esportes com popularidade semelhante no momento, como a NFL/Futebol Americano, a NBA dá um banho de empenho para angariar mais fãs. A NBA considera o Brasil o seu segundo maior mercado fora dos Estados Unidos (o primeiro é a China).

Esse interesse da liga pelo país também se traduziu em ajudar a desenvolver o basquete brasileiro. Por esse motivo, desde 2014 a organização apoia a Liga Nacional de Basquete (LNB) e o campeonato Novo Basquete Brasil (NBB) para que eles consigam alcançar o mesmo alto nível da NBA.

A estratégia de apoio e investimentos tem sido um sucesso e de acordo com uma pesquisa recente do IBOPE Repucom, mais de 30 milhões de pessoas podem ser consideradas “superfãs” da modalidade no país. Desses, mais de 70% também afirmam se interessar pela NBB.

Para se ter uma ideia do crescimento do esporte no Brasil, apenas na temporada de 2017 o público da NBB já havia crescido mais de 13% e o renomado clube Paulistano conseguiu disputar uma das suas partidas no Parque São Jorge com um impressionante público de mais de 5 mil pessoas.

Combates acirrados atraem milhares de fãs do esporte .
Foto por: Mark Richardson/CC BY 2.0

MMA tem o UFC como maior expoente e atletas nacionais se destacam na competição

O crescimento do MMA, sigla em inglês que significa “artes marciais mistas”, está atrelado de maneira direta a popularidade do Ultimate Fighting Championship (UFC), uma das principais competições da modalidade.  

Desde a primeira transmissão do UFC no país, que ocorreu em agosto de 2011, o campeonato não parou de conquistar o coração dos fãs brasileiros. O evento (UFC 134) foi transmitido pela Rede TV e teve o Rio de Janeiro como grande palco.

Na ocasião, o campeão Anderson “Spider” Silva, um dos maiores atletas da história do MMA, defendeu seu cinturão em face do lutador japonês Yushin Okami. O público no local passou dos milhares e mesmo com uma transmissão que se estendeu durante a madrugada, a emissora registrou cerca de 54 mil domicílios (9 pontos do Ibope).

Pouco tempo depois, a TV Globo também transmitiu um evento e atingiu números ainda mais impressionantes. A luta transmitida foi entre os pesos pesados Cain Velasquez e Júnior Cigano e a emissora carioca teve cerca de 96.000 domicílios sintonizados (16 pontos do Ibope).

Um fato interessante é que há anos o público feminino responde por quase metade dos fãs do esporte no país e não faltam motivos para isso, já que as lutadoras da categoria feminina, como Cris Cyborg e Bethe Correa, são algumas das principais atletas nacionais.

Os números dos últimos anos não pararam de aumentar e hoje em dia a popularidade do UFC no país é tamanha, que o esporte tem sido o palco de lançamento de diversas parcerias de sucesso. Uma das principais é o inovador Spin & Go UFC, que une a atmosfera do octógono com a estratégia do poker e teve sua primeira grande demonstração pública no recente UFC 237, ocasião em que a brasileira Jéssica Bate-Estaca conquistou o título de campeã do peso palha feminino.

Corrida de rua é um dos esportes coletivos que mais cresce no país.
Foto por: Pxhere/CC0 Public Domain

Corrida de rua dispara em popularidade

Apesar ser um esporte com foco na prática e contar com poucas transmissões na televisão, as corridas de rua seguem em crescimento desde 2015. O Ministério dos Esportes afirma que mais de 50% dos brasileiros praticam alguma atividade esportiva e cerca de 5% dos maiores de 16 anos escolheram a corrida. A facilidade para a prática – que não requer companheiros ou equipamentos caros – certamente ajuda no aumento dos números.

De acordo com dados do especialista Felipe Telles, sócio da companhia Norte Marketing Esportivo, o Brasil cresceu mais de 20% no segmento de corridas em 2015. Telles acredita que em 2020 serão mais de três milhões de pessoas inscritas em mais de 1600 eventos ao redor do país.

Em 2017 ocorreram mais de 560 eventos com cerca de 820 mil inscrições e apenas a meia maratona realizada em Igrejinha reuniu mais de 500 atletas. Tudo isso faz com que as projeções de Telles tenham tudo para se tornar realidade e esse esporte deve crescer ainda mais nos próximos anos.

Muito espaço para crescer

O Brasil é um país de dimensões continentais e conta com espaço suficiente para que todo tipo de modalidade esportiva encontre um público por aqui. O basquete, o MMA e a corrida de rua são apenas algumas delas, mas existem muitas outras que também devem conquistar um público cada vez maior no futuro.

Conteúdo produzido por Marcio B. Martins – Agência StarConteúdos