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Bottero admite que funcionário com teste positivo de coronavírus esteve na fábrica em Parobé

A Calçados Bottero, de Parobé, confirmou, nesta sexta-feira (20) que houve a divulgação de informação equivocada pelo setor que, nesta quinta-feira (19), revelou dados sobre o funcionário da companhia que teve o teste de coronavírus positivo. A empresa admitiu que o colaborador esteve na fábrica de Parobé, diferentemente do que havia sido informado inicialmente. O funcionário voltou de viagem a Inglaterra e à França no dia 9 de março. No dia 10, à tarde, e nos dias 11 e 12, o profissional esteve na fábrica em Parobé, enquanto não possuía qualquer sintoma da doença. No dia 12, sentiu uma leve coriza, e a Bottero proibiu que o funcionário, morador de Campo Bom, fosse até a fábrica, e determinou que procurasse um médico. Nessas consultas, o teste acabou confirmando a contaminação pelo coronavírus. Desde o dia 13, o funcionário não foi mais à fábrica em Parobé.


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As informações foram repassadas ao Jornal Panorama na manhã desta sexta-feira (20) por Luiz André Simon, diretor industrial da empresa. Ele disse que a companhia não tem nada a esconder sobre essas questões, tanto que fez comunicados a seus mais de 2,4 mil colaboradores. Simon atribuiu a divulgação equivocada desta quinta-feira (19) a informações desencontradas entre os setores responsáveis, mas ele reforçou que todas as notícias foram repassadas diretamente aos colaboradores, através de comunicados e reuniões.


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Outras duas pessoas que tiveram contato com o funcionário, e não possuem nenhum sintoma da doença, também foram afastadas pela Bottero do seu trabalho. Um dos funcionários viajou com o homem até a Europa e o outro andava no mesmo carro com ele para ir à fábrica. Todos estão em quarentena por medida de precaução, embora, como reforça Simon, não possuem qualquer sintoma da doença.

A Bottero, diante desses casos, decidiu parar a fábrica por duas semanas, a partir da próxima segunda-feira, dia 23. Depois, a medida será reavaliada. Simon reforçou que, antes mesmo da viagem do colaborador, a companhia de Parobé já vem adotando medidas de prevenção, como a disponibilização de álcool gel. Acrescentou que a empresa também vem orientando os funcionários com relação à distância de cada um, a evitar abraços, aperto de mão, entre outras ações que possam representar risco. Lembra, ainda, que a Bottero afastou todos os funcionários que têm sintomas de gripe e concedeu liberdade às pessoas com mais de 60 anos em não comparecer ao serviço. “Não temos porque esconder nada de ninguém, pois não escondemos nada dos funcionários. A pessoa que teve resultado positivo se encontra super bem, em casa, mas tudo é motivo de precaução, e não brincamos com a vida dos nossos colaboradores”, diz André, enfatizando a paralisação por duas semanas da fábrica.