Caos eletrônico, por Roseli Santos

Roseli Santos

Caos eletrônico

Perdi a conta de quantas ligações, mensagens, torpedos de operadoras de telemarketing e outros serviços nunca solicitados venho recebendo há mais de um ano, de forma ininterrupta. Isso sem falar nos e-mails e spams de pessoas, entidades, instituições, agências bancárias, financiadoras e outras empresas totalmente desconhecidas, que abarrotam a caixa de entrada, enviados não sei como e nem por quem.

Certo que estamos “chipados” e monitorados pelos meios eletrônicos, 24 horas por dia, mas isso já está se tornando um caos. Um caos eletrônico que se estende, agora, às redes sociais, por meio daqueles que sabem nosso Whats ou nos seguem em outras mídias. E o que é pior, com o nosso consentimento.

Os que vendem nossos dados pessoais em pacotes comercializados pelos mais diversos segmentos em troca dessa lista de contatos eu considero criminosos. Mas há outro caos em andamento, provocado involuntariamente ou inconscientemente ou inconsequentemente por amigos ou conhecidos que nos abarrotam de entulhos o tempo todo, seja nos grupos que nos adicionam sem nossa autorização ou enviando mensagens e vídeos que travam qualquer celular, de tanto lixo.

Nesse caso, não sei se é por carência, solidão ou falta do que fazer, mas em relação às operadoras de telemarketing e outros serviços que abusam desses recursos eletrônicos eu já tomei algumas providências, informando meus telefones ao Procon para que bloqueie essas mensagens. Deu uma trégua, mas não resolveu completamente.

Dia sim outro também, ainda entram ofertas e promoções, recados, SMS e spams me oferecendo de tudo, incluindo-se aí até empréstimos consignados, cartões de crédito e uma infinidade de outras coisas que eu não quero, não solicitei e deleto antes de ler.

Com toda a liberdade que temos; com toda a tecnologia e informações que dispomos; com tudo o que nos cerca e que, teoricamente, seria para facilitar a vida, agilizar a comunicação e nos favorecer com as bênçãos do livre arbítrio, é triste ver que ainda somos reféns, presos neste caos eletrônico criado e pago por nós mesmos.

Agora mesmo, enquanto escrevo a crônica desta semana, ensinei minha mãe a bloquear as dezenas (ou seriam centenas) de ligações que recebeu recentemente de “seres alienígenas” e totalmente desconhecidos, do Oiapoque ao Chuí, ou de Marte (vai saber), oferecendo, certamente, alguma promoção imperdível.

Perderam! Já foram todos bloqueados…ou será que não? É o caos!

Roseli Santos
Jornalista, de Taquara
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