Caravana AMRIGS em Taquara abordou a judicialização do serviço médico

Médicos e pacientes devem questionar condições que são impostas pelas más condições do sistema de saúde.


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Segundo dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ), houve um aumento de 1.600% no volume de processos contra médicos nos últimos dez anos. O crecimento no volume de ações judiciais na saúde provoca uma reflexão para profissionais da área e para pacientes. O assunto foi debatido em mais uma edição da Caravana AMRIGS, promovida pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS). A palestra “Reparabilidade Patrimonial e Envolvimento Pessoal do Médico” foi realizada na Unimed Encosta da Serra.


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“Vivemos um momento que chamamos de judicialização da medicina, no qual o médico é o grande alvo. O correto, em muito casos, seria verificar as condições oferecidas pelo sistema de saúde do país. Além de todas as dificuldades estruturais, o profissional ainda precisa encontrar a melhor forma de tratar o seu paciente. A solução para isso é que médicos e pacientes estejam unidos para encontrarem melhores soluções”, explicou o assessor jurídico da AMRIGS, Luís Gustavo Andrade Madeira.

O advogado informou, ainda, que mais de 80% dos processos foram julgados improcedentes. Para ele, esse dado demonstra o quanto é necessário refletir sobre as condições de trabalho dos médicos, verificada pela perícia processual. A humanização da medicina, o acordo judicial e o parcelamento de valores também foram abordados pelo palestrante durante o encontro.

O tema deve ser apresentado em outras regiões do estado, esclarecendo o assunto também para a sociedade. Interessados em agendar uma edição em sua cidade podem entrar em contato pelo telefone (51) 99331 7566, com Maria da Graça Schneider.