Caso Marilene: Manifestação pedindo por Justiça é realizada em frente ao Fórum de Taquara

Os manifestantes pediam por justiça e carregavam a faixa com o lema da campanha #somostodosmarilene
Manifestantes estiveram no local pedindo por justiça e apoiando Marilene.
Foto: Alan Júnior / Jornal Panorama

Uma manifestação organizada por amigos e familiares ocorreu no início da tarde desta quarta-feira (13), em frente ao prédio do Fórum de Taquara, durante a primeira audiência sobre a tentativa de feminicídio contra Marilene Wagner, de 60 anos. Ela chegou ao local acompanhada pelos filhos Cassiane Leonor Sartori, Thiago Sartori e Bruno Wagner Sartori, em uma cadeira de rodas e ficou muito emocionada com a presença dos manifestantes, que estavam com uma faixa que traz o título da campanha: #somostodosmarilene.


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Em manifestação, Marilene agradeceu a presença e o apoio de todos e disse que “agora busca por justiça”. Participaram da manifestação, além de amigos e familiares, os vereadores do PP, Sandra Schaefer e Guido Mário Prass Filho, e do PTB, Telmo Vieira.


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Relembre o caso

A diretora legislativa da Câmara de Vereadores de Taquara, Marilene Wagner, 60 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio na madrugada do dia 22 de agosto. Seu ex-companheiro foi preso acusado do crime, ocorrido por volta de 4h40min na ponte da ERS-020 junto ao Rio dos Sinos.

Segundo o registro de ocorrência, a Brigada Militar recebeu chamado por parte do Hospital Bom Jesus, de Taquara, onde se informou que uma vítima teria dado entrado baleada. Chegando ao local, foi feito contato com o médico, que encaminhou a guarnição até a presença da vítima, que relatou que o autor dos disparos seria o seu ex-companheiro.

Disse que estariam voltando de Porto Alegre quando o mesmo parou o veículo próximo à ponte sobre o Rio dos Sinos. Segundo o relato, o homem desceu do veículo, colocou um par de luvas e foi na lateral, atirando contra a vítima. Posteriormente, entrou no carro e se deslocou até Igrejinha.

Durante o deslocamento, a vítima contou que pediu para ser levada até o hospital, não sendo atendida. Acrescentou que então fingiu estar morta, respirando somente pela boca, e o homem colocou a mão no seu pescoço e posterior no seu pulso. Achando que a mulher estava morta, o homem deslocou ao hospital de Taquara com ela. Ainda no hospital de Taquara, Marilene pediu para gravar um vídeo contando o que ocorreu dentro do carro.

O acusado, identificado como José Antônio Sartori, 61 anos, segue detido no presídio de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

Confira o vídeo, gravado no momento em que Marilene chega ao Fórum de Taquara, para participar do primeiro depoimento sobre o caso:

Reportagem: Alan Júnior /Jornal Panorama

Assista entrevista exclusiva com Marilene concedida ao Panorama:

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