CLAUDIA CAPELLARI

CLAUDIA CAPELLARI


37 anos, natural de Lindóia do Sul (SC), residente em Taquara. Enfermeira. Atualmente, professora e coordenadora do Curso de Enfermagem – Bacharelado da Faccat. Formação em Enfermagem, Especialização em Nefrologia e em Docência na Saúde, Mestrado em Enfermagem, em doutoramento em Medicina e Ciências da Saúde. Filha de Claudino e Zenaide Capellari. Casada, madrasta de Nicole Schunck.


Quais são as lembranças marcantes sobre sua história? Primeiramente a infância, em Lindóia do Sul, cidadezinha do oeste catarinense. Lá, vivi bons momentos de convivência com a família, descendentes de italianos, bem como na escola, na participação em grupos de danças típicas. Mais tarde, a faculdade de Enfermagem em Santa Maria, que me proporcionou a convivência com pessoas de diferentes culturas, de diferentes países, a desconstrução e construção de verdades. Depois, a vinda para Taquara e a construção de uma nova vida aqui.

Conte-nos de sua relação com Taquara: Taquara foi um acaso. Logo ao término da graduação, em 2004, vim para cá cobrir férias de uma colega enfermeira, no Centro Nefrológico de Taquara. Por acaso, a colega mudou de cidade e acabei assumindo sua vaga, o que durou 10 anos (férias longas!). Durante este tempo me casei com Paulo Schunck e realizei grandes sonhos: cursar pós graduação, ascender profissionalmente, viajar.

Como você se define profissionalmente? Insatisfeita, no sentido de buscar constantemente o aprimoramento. Como enfermeira e docente, busco aplicar os princípios da excelência técnica e da humanização; não se pode tratar diferente paciente e aluno: ambos são meus objetos de cuidado.

Conte-nos sobre a atuação como coordenadora do Curso de Enfermagem da Faccat e a evolução da graduação desde a sua criação: Comecei a trabalhar na Faccat dois anos antes da abertura do curso. Sendo o primeiro curso da área da saúde, foi necessário estudar o contexto em que está inserida a instituição, a legislação, as adaptações necessárias e o mercado. Juntamente com dois colegas, montamos o projeto do curso, por entender que a região precisa de profissionais comprometidos com seu desenvolvimento e que possam identificar as necessidades daqui, ao mesmo tempo em que, generalistas, podem se adaptar a realidades diversas. De coordenadora adjunta, passei a coordenadora um semestre depois, em 2012, cargo que ocupo até hoje. O curso iniciou em 2011 e tem se destacado pela forte atuação junto à comunidade, nos bairros e também nos hospitais. Formamos a primeira turma no início deste ano. Estamos muito satisfeitos porque as instituições têm nos procurado com muita frequência para fazer parcerias, reconhecendo a qualidade e seriedade do trabalho.

Como está se desenvolvendo a programação da Semana da Enfermagem na Faccat e região? A programação está diversificada e ocorre em várias instituições de saúde da região, além da Faccat, buscando a integração dos profissionais que aí atuam. Este ano está bastante robusta, com convidados de grandes instituições do país, atividades científicas, técnicas, além da novidade do Baile da Enfermagem, que ocorre no Clube Comercial neste sábado.

Na sua opinião, qual a importância do trabalho do enfermeiro no cotidiano do setor de saúde? O enfermeiro, além de gerenciar a equipe de enfermagem, faz diagnósticos da área e traça um plano de cuidados, a partir das necessidades individuais. É responsável por educação em saúde, pela realização de procedimentos técnicos de maior complexidade e tem se destacado pela abrangência de atuação. Como este profissional trabalha tanto na prevenção e identificação de patologias quanto na reabilitação da saúde, é uma peça-chave no setor saúde. De fato, não se faz saúde sem o enfermeiro.

Um hobby: cuidar do jardim.

Um temor: que o Brasil não supere a crise moral.

Um filme ou livro: 1808 e 1822.

Um prato: Risoto.

Uma personalidade: Papa Francisco.

O que você gosta de ouvir: Rock, pop music.

Qual seu maior sonho: Viajar muito.

Deixe uma mensagem aos leitores do Panorama: Não perder a fé em si mesmo é dos maiores trunfos. O outro é dar o seu melhor, na pior situação.

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