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Conheça a história do pedido de casamento em meio à folia do Carnaval em Taquara

Angélica e Cristiano: união começou a ser oficializada no Carnaval Cultural de Taquara. Divulgação / Vanessa Sanches

Uma cena inusitada marcou a edição deste ano do Carnaval Cultural de Taquara: um pedido de casamento foi registrado em meio à folia na Rua Coberta, na noite do domingo (23). Durante o show do grupo de pagode Só Uma Dica, o carnavalesco Cristiano Oliveira surpreendeu a sua companheira Angélica Silva da Rosa oficializando o pedido de casamento.


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A festa estava tão animada, que Cristiano não teve dúvidas que era o momento certo para dar esse passo em seu relacionamento: “Vinha pensando nisso há tempo, mas queria ter a oportunidade certa para fazer o pedido. O carnaval é muito importante para nós e a nossa festa estava tão emocionante, que achei que era a ocasião ideal em concretizar meu desejo de casar com a mulher da minha vida”, declara, emocionado, o carnavalesco.

Para Angélica Silva da Rosa, agora noiva, o pedido de casamento foi uma surpresa emocionante: “Namoramos há três anos, amamos o carnaval e fazemos parte do grupo show do Bloco da Mocidade. Ser pedida em casamento no meio do carnaval foi a declaração de amor mais linda que já tive. Eu já estava emocionada com a festa, com o público, com minha participação pela primeira vez como ritmista. O pedido em casamento foi uma emoção imensurável! Nunca vou esquecer”, destaca Angélica.


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A coletividade na realização do carnaval

Desde 2018, diferente dos anos anteriores, em que a organização era exclusiva do Poder Público Municipal, os carnavalescos e produtores culturais estão à frente da organização, demonstrando cada vez mais autonomia. Isso se deve ao trabalho de engajamento que os integrantes do Bloco da Mocidade Independente Jardim do Prado vêm desenvolvendo durante o ano.

Para o carnavalesco José Lopes, um ponto forte para esse engajamento popular foi a aprovação do projeto cultural de resgate histórico Origens do Carnaval em Taquara, contemplado em 2018 no edital FAC Folclore, do Governo do Estado: “Esse projeto trouxe para o povo taquarense a lembrança de como eram bons os nossos carnavais e isso nos ajudou a mudar a imagem de marginalização que muitos tinham da nossa festa”, salienta o carnavalesco.

Para a produtora e mediadora cultural Maura Rodrigues, do Coletivo Pró-Cidadania, a parceria entre o poder público e a sociedade civil foi muito assertiva: “Muitas pessoas acham que o poder público quando está num evento necessariamente tem que entrar com recurso financeiro. O Carnaval Cultural de Taquara mostrou que não há essa necessidade, quando se tem pessoas engajadas em um só propósito. O poder público nos ajudou muito com a disponibilização dos seus serviços e bens. A equipe de limpeza da Secretaria de Meio Ambiente foi dez, da mesma forma a equipe da Diretoria de Cultura, que deixou a Rua Coberta linda com uma decoração criativa, reaproveitando muitos materiais de outros eventos. A disponibilização de uma ambulância pela Secretaria de Saúde foi importante para atender os dois foliões adultos que abusaram de bebida alcoólica. Tivemos ainda o apoio do Instituto Vitória na colocação da decoração, da Secretaria de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana, no fechamento da rua, do setor de Comunicação Social, além da Polícia Militar na monitoração do evento”, comemora a produtora cultural.

O evento não teve ocorrência policial e, segundo a Brigada Militar, não houve quaisquer registros de ocorrência nas imediações do evento. Após o encerramento oficial da festividade, a equipe de limpeza iniciou seu trabalho e em poucas horas o local público estava limpo e organizado. Para os comerciantes de alimentos e bebidas, o evento superou a expectativa de vendas. Em 2021, os carnavalescos prometem fazer ainda melhor para que o Carnaval de Taquara volte a ser fixado no calendário de eventos do município.