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Cpers de Taquara faz levantamento sobre adesão à greve dos professores estaduais

Para pressionar o governo gaúcho a recuar no pacote de mudanças nas carreiras do funcionalismo público, o Cpers/Sindicato deu início, nesta segunda-feira (18), a uma greve estadual do magistério. Na região, ainda não há números divulgados pela entidade, ou pelo governo, com relação à adesão das escolas, mas alguns educandários têm comunicado via redes sociais o cancelamento das aulas. A diretora-geral do 32º Núcleo do Cpers, Simone Goldschmidt, informou, em entrevista à Rádio Taquara pela manhã, que os números serão levantados no decorrer da semana.


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Simone considerou como extremamente prejudiciais à categoria o pacote de medidas enviado pelo governador Eduardo Leite para discussão na Assembleia Legislativa. Disse que a greve é por tempo indeterminado, até que o governo recue da proposta e retire de tramitação as propostas. Afirmou que o fato de a greve ocorrer no período de encerramento do ano letivo é culpa exclusiva do governo do Estado, que encaminhou as matérias para análise apenas neste período.


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Para sanar as contas públicas do Rio Grande do Sul, Simone afirmou que o Cpers entende que há outras formas, sem precarizar a educação. Defendeu o combate à sonegação e, principalmente, a revisão de incentivos fiscais concedidos à iniciativa privada. Simone criticou, ainda, o projeto recentemente aprovado pelo governo federal de Reforma da Previdência.

Sobre a orientação aos pais, Simone contrariou o governo, que divulgou comunicado pedindo que os estudantes fossem encaminhados às escolas. A dirigente do Cpers pede o contrário. Simone ainda enfatizou a importância do apoio que o Cpers tem obtido de Câmaras de Vereadores, ressaltando que Taquara já aprovou moção contrária ao pacote de mudanças e Parobé deverá aprovar nesta terça-feira (19).

Ouça a íntegra da entrevista com Simone:

Contraponto

A Secretaria de Educação do Estado informou que somente vai se pronunciar sobre a greve a partir desta terça-feira (19).