CPI que investiga gastos da saúde no governo Cláudio Silva define integrantes em Parobé

Vereadores nomeados para a comissão foram indicados pelos líderes de bloco.
Enéas, Gilberto e Elário estão participando a CPI que apura dinheiro retirado das contas do setor de saúde. Divulgação / Eduarda Rocha

Os vereadores nomeados para integrar a Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) que investiga o saque de recursos destinados ao setor de Saúde em Parobé se reuniram ao final da tarde de terça-feira, dia 10. Gilberto Gomes, do Republicanos, será o presidente do grupo, que tem como relator o vereador Eneas Rodrigues (MDB), e Elario Jahn (MDB) como membro. A escolha dos três integrantes foi feita a partir da indicação dos líderes de bloco, conforme determina o art. 71 do Regimento Interno da Casa Legislativa.


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Esta CPI tem como objetivo a averiguação de supostas irregularidades no saque do valor de R$ 3,8 milhões que estavam depositados em uma conta vinculada da saúde do município. De acordo com os vereadores que pediram a abertura da comissão, este saque, feito no período de 2015 e 2016, durante o governo do ex-prefeito Cláudio Silva (PT), pode ter gerado mais de R$ 600 mil em prejuízos ao município. “Vamos avaliar a denúncia e verificar para onde foram estes recursos, que fazem muita falta na saúde do município. Queremos saber para que ele foi utilizado e se houve irregularidades”, comenta Gomes.


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Nesta primeira reunião, o grupo de vereadores já solicitou ao Executivo, que encaminhe uma cópia da documentação contendo informações sobre o extrato e movimentação da conta e a assinatura de quem autorizou os saques. “Este é o trabalho dos vereadores, fiscalizar. Penso que esta comissão deveria ter sido instaurada em 2016, mas na época não tivemos assinaturas suficientes para pedir a abertura de uma CPI”, salienta Rodrigues. Agora a comissão aguarda o envio dos documentos para avaliação. O prazo de tramitação da CPI é de 120 dias.

Contraponto

Em recente posicionamento a respeito da abertura desta CPI, o ex-prefeito Cláudio Silva afirmou que a denúncia é “requentada”. Disse que o mesmo fato já foi levado por vereadores ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público e que ele já prestou todos os esclarecimentos, classificando a criação da CPI como integrante do jogo político eleitoral visando o pleito de 2020, bem como uma forma de o atual governo desviar o foco dos seus problemas. Acrescentou que todo o movimento financeiro durante o seu governo se deu dentro do sistema de contabilidade, sendo gasto com serviços públicos, como o pagamento da folha e de serviços do setor de saúde. “Tudo tem assinatura dos profissionais, com todo o fluxo. Querem sugerir uma coisa que não existe, querem enganar as pessoas dando a entender que fiz algo de errado, mas tudo está posto nos sistemas de contabilidade”, reforçou o ex-prefeito.