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Cremers anuncia ações e mantém indicativo de interdição do Hospital de Taquara

Mattos, Lauer, Andréia e Ximena em reunião realizada nesta sexta-feira para discutir o Hospital Bom Jesus. Divulgação/Cremers

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Fernando Mattos, reuniu-se nesta sexta-feira com o Ministério Público Estadual (MPE) e o Ministério Público Federal (MPF) discutindo a situação do Hospital Bom Jesus, de Taquara. O encontro aconteceu em Taquara e ainda teve a presença do assessor jurídico do Cremers, Juliano Lauer, da promotora Ximena Cardozo Ferreira e da procuradora Andréa Agostini. Mattos anunciou, em entrevista ao Jornal Panorama, que o Cremers está ingressando na ação proposta pelo Ministério Público, como parte interessada, com o objetivo de assessorar de forma técnica a condução do impasse que envolve o hospital. O presidente ainda anunciou ações que serão tomadas a partir da próxima segunda-feira, acrescentando que permanece o indicativo de interdição ética do exercício da medicina, lançado ainda em junho a partir de uma fiscalização feita no hospital.


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De acordo com Mattos, a reunião estabeleceu a troca de informações a respeito do hospital. A partir da próxima segunda-feira, a direção técnica do Bom Jesus será chamada a se posicionar sobre duas situações. Primeiro, terá que explicar a substituição de médicos que estavam em um movimento de paralisação chancelado como ético pelo Conselho por outros profissionais. O segundo ponto é a explicação de motivos pelos quais o Hospital Bom Jesus ainda não respondeu ao relatório de fiscalização efetuado em junho, que apontou uma série de pro blemas na casa de saúde.


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Mattos anunciou que, como não houve resposta do hospital, o Cremers deverá estabelecer, por sua própria iniciativa, um calendário de prazos para a solução dos apontamentos feitos na fiscalização. Este cronograma será encaminhado à gestão do hospital para que possa estar fazendo a comprovação da correção dos problemas. O presidente do Cremers disse que o hospital deveria ter preocupado em responder ao Conselho, mas, pelo contrário, tomou “atitudes que em vez de somar estabeleceram confronto mais forte”. “O Conselho foi chamado para atuar, mostrou o que tem que ser resolvido, mas parece que não foi bem interpretado”, comentou Mattos.

De acordo com o presidente do Cremers, mantém-se o indicativo de interdição ética do exercício da medicina, enquanto perdurarem os problemas apontados em fiscalização. Mesmo assim, ressaltou que o órgão tem evitado tomar medidas mais drásticas, procurando um acordo que contemple o atendimento à população com um serviço de qualidade.

Outra ação que será tomada pelo Conselho a partir da próxima semana será um chamamento aos médicos que assumiram no lugar dos profissionais afastados do Bom Jesus. Eles serão convocados a explicar porque assumiram as funções e, também, a provarem as especializações, uma vez que há denúncias de médicos atuando sem as titulações exigidas no Hospital de Taquara.