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Da frustração à inspiração: taquarense, que encontrou nas artes sua realização pessoal, promove sua primeira mostra

Elenita Fanton retocando uma de suas pinturas em tela. Foto: Jéssica Ramos/ Jornal Panorama.

Telas, garrafas e esculturas em gesso são, facilmente, observadas por todos os cômodos do apartamento de Elenita Fanton. A taquarense tem nas artes uma de suas maiores paixões – a outra, pelo que ela fala de si, é sua família. Elenita diz que, desde as primeiras lembranças da infância, ama desenhar e pintar. Mas, se render mesmo à veia artística dela, é algo que acontece a pouco menos de uns sete anos. Período em que ela já produziu mais de 600 obras. E, para marcar o início de uma nova fase de vida, e de projetos, Elenita promove no próximo sábado (30) sua primeira mostra de artes e pinturas. O evento acontece das 9h às 18h, no saguão do Edifício Dom Guilherme, rua Lothar de La Rue, nº 936, próximo à garagem da Citral, e é aberto a toda a comunidade.


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Da frustração à inspiração


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Cabeleireira, há sete anos, Elenita contou ao Jornal Panorama que ama desenhar e pintar, desde que tem lembranças da infância. Natural de Santa Catarina, ela veio para o Rio Grande do Sul quando era adolescente. Segundo ela, porque a família mudou em busca de oportunidades de emprego. Como o setor industrial era o mais promissor da época, na região, Elenita acabou se inserindo no ramo da produção de calçados, e chegou a empreender. No entanto, os negócios não prosperaram, e a taquarense reinventou sua carreira profissional, migrando para a área da beleza. Investiu em cursos de cabeleireira. “Sempre trabalhei muito, e quando me vi obrigada a me reinventar profissionalmente, escolhi algo em que eu pudesse expressar minha paixão pelas artes. Abri um salão”, relatou.

Nessa época, Elenita conta que também se rendeu às tintas e pincéis. Mas de forma amadora, apenas para satisfação própria, no contra turno do expediente. O trabalho no salão foi bom, mas também trouxe frustração. “Eu me dediquei para fazer o melhor. Me qualifiquei na área e busquei ser referência de qualidade. Mas, me frustrei bastante, porque recuperava os cabelos de muitas clientes que não valorizavam meu trabalho, e, além disso, divulgavam o trabalho de meus concorrentes”, explicou ela. E foi da frustração que a profissional decidiu mudar o rumo do trabalho novamente. Passou a atender suas clientes apenas a domicílio.

Atualmente, o tempo que poderia ser investido para o entretenimento televisivo, por exemplo, foi substituído pela arte de pintar e decorar. Tanto que ela doou a TV para os filhos. Tímida, ela disse que nunca fez um curso sequer, apenas contou com dicas e orientações de artistas que encontrou em grupos na internet. Desde que pintou a primeira tela, já se passaram uns cinco anos. E, neste último, ela contabilizou mais de 600 obras autorais.

Em meio às telas, garrafas pintadas e esculturas em gesso, Elenita afirma que hoje ela faz o que realmente ama. Que a vida se transformou e ela quer investir em cursos e formações, para, quem sabe, abrir uma loja e compartilhar o espaço com outros artistas também.

Confira algumas obras da taquarense: