Delegada afirma que Taquara não tem condições de suportar demanda de ocorrências de Parobé

Na semana passada, chegou a ser aventado que ocorrências de Parobé poderiam ser registradas em Taquara.

A possibilidade de a Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara ter que assumir o registro de ocorrências oriundas de Parobé é motivo de preocupação para a delegada Rosane de Oliveira. Titular da DPPA taquarense, a policial afirma que, hoje, não há condições de que essa demanda passe a ser suportada por Taquara. Além disso, por enquanto, ainda não houve oficialização dessa medida e as ocorrências parobeenses continuam sendo registradas, quando fora do horário de expediente da DP de Parobé, junto à DPPA de Novo Hamburgo.


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Na semana passada, o secretário municipal de Segurança de Parobé, Carlos Freitas, esteve em audiência junto com o vice-governador e secretário estadual de Segurança, Ranolfo Vieira Júnior. O encontro foi intermediado pelo deputado Issur Koch (PP). Na ocasião, Freitas ponderou da dificuldade provocada pelo deslocamento até Novo Hamburgo e Ranolfo teria determinado que as ocorrências voltassem a ser registradas em Taquara. Contudo, até o momento, essa ordem do vice-governador não foi oficializada.


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A delegada Rosane disse nesta terça-feira (26), em entrevista ao programa Horário Nobre, da Rádio Taquara, que conversou com o seu colega Heliomar Franco, titular da Delegacia Regional de Gramado a qual Taquara é vinculada, e nada de oficial sobre Parobé chegou até o momento. Além disso, Rosane lembra que seria estranho Taquara assumir as ocorrências parobeenses, uma vez que a Delegacia de Polícia de Parobé não pertence à mesma região policial de Taquara.

“Não tem nada formalizado, é só uma pretensão política, que nós vamos rebater. Se Parobé vier para Taquara, que está relativamente tranquila, a situação muda completamente. Não temos condições físicas, nem de pessoal, nem de estrutura”, reforça a delegada, lembrando que Taquara já atende uma região bastante expressiva na DPPA, abrangendo municípios como Igrejinha, Três Coroas, Rolante, Riozinho, São Francisco de Paula e Cambará do Sul. Além disso, a DPPA taquarense ainda é responsável pelo encarceramento de eventuais prisões. Isso significa que, se as delegacias dos municípios vizinhos prenderem alguém durante o dia, e este preso não conseguir vaga em um presídio, será trazido até Taquara para ficar nas celas de detenção da DPPA. Nos últimos dias, frisa a delegada, tem sido mais tranquila a lotação destas celas, mas este tema sempre é motivo de preocupação.

A delegada enfatizou que entende a dificuldade enfrentada por Parobé e, também, pela Brigada Militar, com os deslocamentos até Novo Hamburgo. Como sugestão, disse que poderia ser criada uma estrutura de DPPA em Sapiranga, o que diminuiria o trajeto das ocorrências em Parobé.

Confira entrevista com a delegada Rosane de Oliveira: