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Direção do Hospital de Taquara estuda rescindir contrato com empresa de anestesistas

Mais uma polêmica envolvendo o Hospital Bom Jesus, de Taquara, veio a público neste sábado, após o controverso afastamento de médicos da instituição, anunciado na quinta-feira. Um anestesista que está de plantão na casa de saúde está sendo investigado por suposto erro em São Leopoldo, no caso do menino Ygor Oliveira Haubrich, acontecido em 2015. O profissional trabalha através de uma empresa contratada pelo Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV), gestor do hospital. A direção do ISEV informou que marcou reunião para segunda-feira à tarde a fim de tomar uma decisão em relação à situação deste contrato.


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O diretor técnico do Hospital, Carlos Henrique Bauermann, informou ao Jornal Panorama que o ISEV contratou uma empresa para oferecer médicos anestesistas. Dentro do quadro desta empresa, está Olímpio Sérgio da Costa Albrecht, que responde a processo pelo caso em São Leopoldo. Bauermann disse que acionou o jurídico do ISEV para verificar o que pode ser feito sobre o caso e foi marcada a reunião para a segunda-feira, com o objetivo de estudar a parceria com essa empresa, solicitando o afastamento do médico.


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Bauermann disse entender a preocupação dos pacientes, mas ressaltou que o médico responde a processo, mas ainda não foi condenado. Além disso, reforçou que o profissional tem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) ativo, ou seja, está autorizado pelo órgão regulador a atuar profissionalmente. “Não posso ser condenatório em sair afastando”, disse o diretor técnico, que confirmou o fato de o médico estar de plantão, até que a empresa encontre outro profissional para colocar no lugar. “Não posso deixar o plantão sem anestesista, pois se chega alguém que precise de cirurgia o procedimento precisa ser feito”, frisou.

A reportagem do Panorama buscou na internet o telefone de Olimpio para se manifestar, mas não conseguiu contato. Na época do fato, em reportagem do Jornal VS, a defesa do médico disse que comprovaria a correção do trabalho do profissional, e que a investigação teria inconsistências.