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Distanciamento controlado: Leite estuda separar municípios do Paranhana da Região Metropolitana

Divulgação / Felipe Dala Vechia

O governador Eduardo Leite revelou, em entrevista ao Jornal NH, as hipóteses em estudo para o novo modelo de distanciamento controlado, a ser aplicado no Rio Grande do Sul a partir de 1º de maio. Segundo ele, o governo ainda recebe colaborações antes de bater o martelo a respeito de pontos importantes, como a definição das regiões para aplicação de medidas restritivas ou abertura da atividade comercial. Uma das ideias é a divisão da composição dos municípios que formam a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA).


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Quatro municípios do Vale do Paranhana estão inseridos na Região Metropolitana: Igrejinha, Parobé, Rolante e Taquara. Contudo, a comparação com outros municípios integrantes da RMPA é diferenciada em relação aos casos confirmados da Covid-19, uma vez que o Paranhana, até o momento, possui apenas três confirmações, duas em Rolante e uma em Taquara. O próprio governador cita o Paranhana entre as regiões que integram a RMPA, mas que possuem menor interação entre os municípios.

“Observamos que existem, especialmente municípios do Vale do Paranhana, uma integração menor. Canoas, Sapucaia, Esteio e até mesmo o Vale do Sinos, como Novo Hamburgo e São Leopoldo, se observa um maior nível de interação com a capital, onde temos o epicentro da disseminação do coronavírus. Estamos observando isso e deverá haver, sim, divisão desta região”, comentou o governador. Leite afirmou que o governo levará em conta, nesta avaliação, a estrutura hospitalar que atende as regiões e, também, a velocidade com que se observa a disseminação do vírus em cada local. A expectativa é garantir uma retomada segura para a economia.


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Os quatro municípios do Paranhana que integram a RMPA, pelo decreto de Eduardo Leite, deveriam manter o comércio fechado até 30 de abril. Mas as quatro prefeituras contrariaram o decreto estadual e estabeleceram ordenamentos locais permitindo o funcionamento do comércio, embora com uma série de regras. Até o momento, não houve contestação judicial em relação ao funcionamento do comércio no Paranhana. Em outros municípios, como é o caso de Sapiranga, o Ministério Público ingressou na Justiça e conseguiu liminar para fazer cumprir o decreto estadual.