DO MEU TUÍTER (1)


Do meu Cinicário – “Vamos se respeitar”, tantas vezes dito (e escrito) mostrando quem manda..


Do meu Cinicário – “Vamos se respeitar”, tantas vezes dito (e escrito) mostrando quem manda – exige complemento: “inclusive no idioma”.

Resolvi fazer uma pesquisa na coleção de tuíteres publicados aqui na coluna. Como já devem ter notado, agora, a introdução dos meus textos é chamada de “Cinicário”, palavra inventada por mim, significando “coleção de cinismos”. Resolvi mudar, quando vi que havia alguns por aí, tipo Neymar e Kaká, com mais de 25 milhões de seguidores, cada um, no tuíter. Concluí que estava numa batalha inglória. Não posso competir com eles, pois não sei falar as coisas fantásticas que eles, certamente, falam. Agradeço imensamente aos meus 91 bravos seguidores. Obrigado pela companhia; foi bom enquanto durou! Vocês foram demais, carinhas!

Se alguém pensar que este levantamento foi malandragem para não escrever uma nova história, aviso: não sabem o trabalho que deu fazer a seleção! Leiam abaixo e divirtam-se! Ou zanguem-se! O que ocorrer primeiro! Os algarismos entre parênteses informam o número do tuíter.

(99) Durante milênios, defecar foi apenas um ato animal. A escrita transformou-o em algo digno dos deuses. Ler no banheiro é demais!

(126) Se corrigir a escrita é “preconceito linguístico”, corrigir a pobreza é “preconceito econômico”? E agora, politicamente corretos?

(128) Finalmente, começou a revolução educacional no Brasil. Vocês nem imaginam em que lugares existe um sertanejo universitário! Dá-lhe, MEC!

(149) Quando morre uma baleia, todos lamentam. Mas, quando a baleia come milhões de sardinhas, ninguém dá bola. O maior é mais importante.

(154) Vi o Jorge Gerdau, na televisão, reclamando da Economia. Meu Deus, se ELE tem problemas, por que vou me queixar? Fiquei com pena.

(160) Se alguém tenta corromper você, é óbvio o que ele pensa a seu respeito. Mostre-lhe que está muito errado: não aceite subornos!

(174) …nem que, para tudo isso entrar nos eixos, tenhamos que organizar uma verdadeira anarquia. (Uma aluna minha do Ensino Médio)

(205) Deus foi justo comigo! Negou-me humildade, mas, em compensação, concedeu-me todas as demais qualidades que fazem um homem ser invejado.

(216) Há uma doença que todos querem que progrida sempre mais. Chama-se “velhice”.

(227) O sujeito não admitia que falassem de seus amigos na frente dele. Piedosamente, virava as costas.

(233) Na escola, carga horária coreano-japonesa sem a postura coreano-japonesa? Definitivamente, alguém lá em cima enlouqueceu!

(242) É justo quem não segue a lei reclamar da falta de justiça? Pois pode crer: são tão injustos que reclamam, mesmo sendo transgressores.

(246) Mãe de aluna minha, zangada porque a filha estava estudando, mandou-a trabalhar. Enquanto isto, as autoridades acusam os professores!

Continua no próximo número (eu sempre quis escrever este aviso)!

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