Embates esportivos, por Plínio Zíngano

Penso, logo insisto

Leia a coluna “Penso, Logo Insisto”, assinada pelo professor Plínio Dias Zíngano.

Do “Meu cinicário” – O mais difícil no término de qualquer relacionamento amoroso é deletar todas aquelas lindas fotografias postadas no Facebook.

EMBATES ESPORTIVOS

Não sou cronista esportivo e nem tenho pretensões para tal. Todavia, é quase impossível deixar de tecer algum comentário a respeito das atividades englobadas por essa especialização. O esporte é uma constante na nossa vida, sendo incluído, dadas as suas características, nos currículos escolares, como ramo da disciplina de Educação Física. Ao longo da história da Humanidade, sempre se vê descrição de algum tipo de manifestação esportiva. As Olimpíadas modernas, por exemplo, receberam este nome, justamente, tendo como referência os Jogos Olímpicos da Antiguidade, realizados em Olímpia, na Grécia, a partir do século VIII a.C.

Todas as competições, de um jeito ou outro, emulam os acontecimentos diários. Elas são, na realidade, uma representação artística de fatos nos quais nós somos agimos como protagonistas, antagonistas ou, apenas, figurantes. E nada mudou ao longo da História. Não esqueçamos que até os locais onde se desenrolam as batalhas esportivas são semelhantes àqueles da Antiguidade. Lutas entre humanos; lutas entre humanos e feras; corridas de bigas em Roma; disputas de lanças entre cavaleiros na Idade Média; corridas automobilísticas nas pistas de Fórmula 1 ou nos ovais norte-americanos; partidas nas arenas de futebol, todas essas alternativas têm elemento comum: os espectadores. E esses, como em qualquer evento da vida, simpatizam com um dos participantes da disputa. Simpatia não depende de vontade e quando ela se torna irracional, surgem os torcedores fanáticos, para quem só interessa a destruição do oponente.

Parece-lhes estranho saber que sentimento tão nobre e edificante possa evoluir para a barbárie? Pois é, isto acontece. A vida passa a ser contabilizada em duas colunas: “nós”, os mocinhos, e “eles”, os bandidos. Por isto, são estranhas as campanhas publicitárias, pregando a paz entre agremiações. É contra a natureza do esporte. A velha cantilena “o importante é competir” só se mantém de pé enquanto o resultado não aparecer. Depois dele, seus adeptos diminuem em 50%. São os perdedores. No caminho para manter a importância da competição, vale tudo! Mesmo a transformação de um esporte em outro, a luta corporal.

Claro, eu estou falando do Gre-Nal do dia 12, mas não só dele! Estou falando em todos os esportes, até no xadrez, que, aliás simula guerras entre dois exércitos..

Por Plínio Dias Zíngano
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