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Feller rebate auditoria de Picucha e diz que proporá CPI sobre alegação de sumiço de dinheiro

O ex-prefeito de Parobé, Irton Feller (MDB), se manifestou, nesta terça-feira, ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, com relação à divulgação de uma auditoria na prefeitura do município. Nesta segunda-feira (11), o atual prefeito, Diego Picucha (PDT), revelou dados do levantamento realizado nas contas públicas e, também, um diagnóstico estrutural do Executivo. Um dos principais pontos levantados pela auditoria foi o suposto sumiço de R$ 588 mil do caixa da Prefeitura. O ex-prefeito Feller disse que pedirá aos vereadores que mantinham apoio à sua administração que formalizem um requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.


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Feller disse que este suposto sumiço foi um dos pontos que mais o chamou atenção na divulgação dos dados dessa auditoria e que não pode compactuar com esse tipo de insinuação. Mencionou ter total confiança na lisura dos profissionais que atuam no setor financeiro da Prefeitura e que, por conta disso, pedirá a instalação dessa CPI para apurar o caso. O ex-prefeito acrescentou que jamais compactuaria com situações que implicassem prejuízo financeiro à administração municipal. Picucha disse, na divulgação do laudo e reiterou, também em entrevista à Rádio Taquara nesta terça-feira (12), que registrou ocorrência policial a respeito deste caso.


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Comentando a divulgação de uma dívida de R$ 74 milhões da Prefeitura, Feller explicou que se trata da dívida consolidada líquida do município, que acumula débitos de várias gestões, e não somente do seu governo. Mencionou, ainda, que é importante esclarecer que não se trata de uma dívida a ser paga urgentemente, mas que possui prazos e inclui débitos históricos e elevados, como os do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Disse, ainda, que o valor mencionado da dívida não chega à metade do orçamento de Parobé, sendo, portanto, considerada possível de administrar.

O ex-prefeito também comentou a situação da obra de asfaltamento de Santa Cristina do Pinhal, criticada por Picucha como um suposto “estelionato eleitoral” do governo anterior. Ressaltando que não foi responsável pela assinatura da ordem de início da obra, que ocorreu em março e foi emitida pela ex-prefeita interina Maria Eliane Nunes, Feller afirmou que faria o mesmo procedimento da vereadora que ficou no comando do Executivo. Segundo o ex-prefeito, todo o recurso foi encaminhado para o financiamento, e chegou-se a ter, inclusive, a liberação do governo federal para a assinatura do contrato. Feller disse que a ocorrência de interferências políticas pode ter levado a Caixa Econômica Federal (CEF) a atrasar a formalização do convênio, mas ressaltou que a administração entrou na Justiça Federal e, com a documentação apresentada, conseguiu liminar para forçar a Caixa a assinar o documento. Mas, com o atraso, houve o cancelamento do recursos, devido aos contingenciamentos provocados pela pandemia do novo coronavírus. Feller disse, inclusive, ser favorável a que a Prefeitura de Parobé, se tiver algum prejuízo por conta dessa situação, acione a Caixa na Justiça, pelas perdas que provocou à administração municipal por conta dos seus atrasos na assinatura do convênio. O ex-prefeito rechaçou, portanto, qualquer hipótese de “estelionato eleitoral”, como mencionado por Picucha.

Ainda na entrevista à Rádio Taquara, Feller criticou a forma de que foi produzida a auditoria contratada pelo governo de Picucha. Segundo o ex-prefeito, ele não é contrário à realização deste tipo de levantamento, que são importantes para a administração. Contudo, ao que parece, segundo ele, essa auditoria focou muito em somente um lado das questões, e não observou outros problemas. Disse, por exemplo, que a auditoria não levou em conta as questões da colocação de entulhos no parque do Festejando Parobé (Vila Olímpica), que resultaram em custos à Prefeitura para retirar o material e, ainda, uma multa ambiental. Essa referência de Feller é relacionada a um episódio de depósito de entulhos no parque por parte de uma empresa de propriedade do ex-secretário de Obras Lázaro Dias, ainda durante o governo interno de Moacir Jagucheski. Dias é filiado ao Pros e, hoje, o seu partido apoia o governo de Picucha.

Picucha confirma auditoria

O prefeito Picucha também concedeu entrevista à Rádio Taquara nesta terça-feira. Confirmou os principais dados da auditoria apresentada nesta segunda-feira, como o tamanho da dívida, os gastos com diárias, rescisões, entre outros problemas mencionados no levantamento. Questionado, também confirmou que a empresa que fez o levantamento, que possui sede em Taquara, foi contratada por dispensa de licitação, com o valor de R$ 25 mil. O prefeito mencionou que a empresa possui “muita credibilidade” e experiência nesse tipo de trabalho. Acrescentou que o levantamento está à disposição da comunidade para consulta e, ainda, dos vereadores caso queiram estudar o assunto. Confira a íntegra do pronunciamento de Picucha clicando aqui!