Funcionários do Hospital de Taquara denunciam atrasos em pagamentos e problemas da casa de saúde

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Em entrevista exclusiva à Rádio Taquara, profissionais pediram “socorro” às autoridades sobre a situação do Bom Jesus.

Ronaldo, Jane e Arlan falaram em nome de funcionários divulgando preocupações dos colaboradores do Bom Jesus. Vinicius Linden / Jornal Panorama

Três funcionários do Hospital Bom Jesus, de Taquara, participaram, nesta quinta-feira (9), do programa Painel 1490, da Rádio Taquara. Na ocasião, denunciaram problemas relacionados à casa de saúde que vêm causando tensão entre os colaboradores. O principal deles é relacionado a pagamentos do hospital com os funcionários. Mas, também figuraram entre as denúncias, a falta de médicos, briga entre profissionais médicos, problemas com medicamentos, entre outras situações. Até mesmo situações de ameaças aos funcionários foram relatadas.


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Concederam a entrevista os funcionários Arlan Bressan, Jane Regina Ozelaime e Ronaldo dos Santos Braga. Jane, inclusive, foi demitida pelo hospital na última semana e informou que recebeu o prazo de 10 dias para a quitação da rescisão. Ela espera que isso seja realizado, pois, segundo Jane, outros colegas também demitidos ainda estão esperando que a Associação Silvio Scopel, atual gestora da casa de saúde, faça o pagamento dos valores. Durante a transmissão do programa na Rádio Taquara, funcionários que foram demitidos relataram, nas redes sociais da emissora e do Jornal Panorama, que ainda não conseguiram ter acesso ao seguro-desemprego após a rescisão, pois a entidade tem débitos com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).


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Os funcionários relataram que passaram o final de 2019 sem recursos, uma vez que o décimo terceiro salário foi parcelado em quatro vezes, com primeiro vencimento para o final de janeiro. Além disso, acrescentam que foi prometido o pagamento do salário de dezembro para os primeiros dias de janeiro, mas o hospital informou, extraoficialmente, que a quitação deverá ocorrer somente no dia 15, se receber recursos. Os profissionais reclamaram da falta de transparência, pois não têm acesso a informações oficiais dos gestores, apenas ficam sabendo de detalhes extraoficialmente.

Acrescentaram que, quando o hospital informou em dezembro que a questão do décimo terceiro já havia sido comunicada aos profissionais, este posicionamento não foi verdadeiro. Segundo os funcionários, só houve comunicação após o sindicato que os representa ter sido chamado para uma reunião. Disseram, ainda, que tem ocorrido muitas faltas de médicos e que a situação é de tensão, uma vez que o contrato atual da Silvio Scopel foi prorrogado até fevereiro, mas a própria entidade se comprometeu a pagar o décimo em quatro vezes, ou seja, com um prazo maior do que ela possui de segurança de que estará à frente do hospital.

Os funcionários do hospital disseram ser importante uma resposta das autoridades a respeito da situação da casa de saúde. Manifestaram que é necessário uma interlocução com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE), uma vez que são estes os órgãos que ingressaram com a ação em que a Silvio Scopel foi nomeada gestora do hospital. Para os funcionários que concederam a entrevista, a Scopel repete problemas do antigo gestor do hospital, o Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV).

Contraponto

A íntegra da entrevista pode ser conferida no vídeo acima. A reportagem do Jornal Panorama já foi procurada pela Silvio Scopel, que solicitou espaço na Rádio Taquara para manifestação, na próxima segunda-feira (13). A entidade informou, por meio da assessoria de imprensa, que o posicionamento a respeito da entrevista dos funcionários será divulgado nesta data.