Gincana Municipal movimenta Rolante com disputa entre cinco equipes

Programação acontece neste sábado (21) e domingo (22); gincana completa 30 anos no município.

O município de Rolante chega à 30ª edição da Gincana Municipal, uma das mais antigas do Estado, que acontece de forma ininterrupta. O evento está sendo realizado neste sábado (21) e domingo (22), tendo como organizadora a Equipe Blackout, de Taquara. Em 2019, a competição vem com uma proposta nova neste ano: garantir a segurança dos participantes e envolver mais a comunidade. A gincana de Rolante, conhecida pela organização, tempo em que acontece ininterruptamente e pela disputa acirrada entre cinco equipes, neste ano contará com a participação de duas: Brahmeiros e CaipiraFunil.


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A diretora do Departamento de Cultura, Joyce Reis, busca, em conjunto com a Liga Independente das Equipes de Gincana de Rolante (LIEGRO) e com a Equipe Blackout, resgatar o cunho cultural da gincana e promover uma maior integração entre as equipes e a comunidade, tendo em vista cuidados com a segurança e bem estar de todos.

A Liegro convida a comunidade para prestigiar o Show Cultural das Equipes, será realizado no sábado, 21, às 14h, no Parque da Cuca e para assistir, em seguida, algumas tarefas esportivas e artísticas. A divulgação das tarefas começa às 18 horas deste sábado até as 10 horas do domingo. Algumas tarefas também serão divulgadas pela Rádio Sol FM, em comemoração aos 30 anos da Gincana, para relembrar os velhos tempos, quando todas as tarefas eram divulgadas via rádio. O resultado da Gincana também será anunciado no Parque da Kuchenfest, a partir das 15h do domingo, 22.


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Apaixonados por gincana

A gincana, para muitos, é uma paixão que vem desde a infância, seja acompanhando os pais, participando de tarefas esportivas ou só observando mesmo, quietinho, no Quartel General de cada equipe, o famoso QG. O funcionário público, Maikon da Rosa, 30, acompanhava a mãe, Vera Cristina Silva da Rosa, desde muito pequeno, nas atividades da extinta equipe Flower e, desde então, nunca parou de participar de gincanas.

As tarefas noturnas causam ansiedade nos integrantes das equipes e os meninos sempre querem ser da “noturna”, como costumam falar. “Eu devia ter uns 12 anos e a primeira etapa da tarefa da meia-noite era no cemitério. Era uma corrida de cabras, por causa do chupa-cabra. Eu morria de medo, mas fiz esta loucura pela minha equipe”, conta, entre risos, Maikon da Rosa que é um dos fundadores da Equipe Brahmeiros, fundada em 2008.

Maikon da Rosa considera a gincana um fim de semana especial, onde consegue reunir o maior número de amigos em um momento de diversão e aprendemos muito sobre tolerância e trabalho em grupo. Passamos juntos muitos momentos que ficam para a história que relembramos em outros dias. O sentimento é de felicidade e o que vem na cabeça é de todos os momentos que vivi na minha vida toda, então não sei o que seria de mim sem a gincana”, diz Maikon da Rosa.

A gerente do posto de combustível Bohlke, em Rolante, Nelga Bühler, 58, é uma das fundadoras da Equipe Caipira, criada em 1990. Nenhum gincaneiro “das antigas” vai esquecer a tarefa que Nelga encarou há muitos anos: cortar o cabelo com máquina 2, na Praça da Matriz. “Ninguém queria cumprir a tarefa, imagina, passar a máquina no cabelo. “Precisavam de um casal maior de idade e o Marcelo Fagundes e eu encaramos”, conta a gincaneira.

Para Nelga, gincana conhecimento, é integração, é saber da história do município, pesquisar, correr atrás, fazer amigos, é se divertir, é ser muito jovem. “Acho que graças à gincana eu continuo com a cabeça jovem porque a minha casa sempre foi o ponto de encontro da gurizada. Eles vão crescendo, ficando mais velhos, vêm outros novos e continuamos nos reunindo para ajudar nas gincanas de outros municípios. A gente toma chimarrão, toma café e vira a noite junto”, fala Nelga.

Alair José Risbacik, 55, comercializa antiguidades. Participa de gincanas desde 1992, desde o segundo ano de atividades da Equi-Funil. “Gincana é uma paixão. Como ser gremista ou colorado. não tem explicação. Apenas gostamos. Uma vez perguntaram pra mim o que eu ganhava com gincana? E eu respondi com outra pergunta, já que a pessoa em questão gostava de futebol. O que tu ganha jogando futebol? Tudo é uma questão de gostar da brincadeira. Já fiz muitas loucuras em função de gincanas, já raspei o cabelo para cumprir tarefa, já andei de patins sem saber andar. Mas a maior loucura foi quando tivemos que colocar o maior número de pessoas dentro de um fusca. Como eu tenho claustrofobia, fui o último a entrar. Entrei pela janela e me acomodei sobre o encosto dos bancos dianteiros. Se não me falha a memória eu fui a 18ª pessoa a entrar no veículo”, conta Risbacik.

Caipira-Funil

Segundo Risbacik, a fusão das duas equipes ocorreu em 2018 porque atualmente o custo de uma gincana está elevado. O número de integrantes das duas agremiações havia reduzido. “Se não tivéssemos optado pela fusão, provavelmente hoje não haveria gincana em Rolante, tendo em vista que outras duas agremiações acabaram. Hoje temos mais fôlego. Unimos a experiência de duas equipes para dar continuidade a esse mundo divertido das gincanas”, explica o gincaneiro.