Homem denuncia que foi ofendido por ser negro e agredido com forma de madeira pelo chefe em Taquara

Destaque de Polícia

A vítima teve ferimentos na cabeça, no rosto, no pescoço e o dedo indicador da mão esquerda fraturado

Um homem negro afirma ter sido ofendido e agredido com uma forma de madeira, pelo próprio chefe, no interior da empresa onde trabalha. O fato ocorreu por volta das 11h deste sábado (11), na avenida Oscar Martins Rangel, no bairro Santa Maria, em Taquara.


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De acordo com o registro, a vítima, de 49 anos, relatou que estava trabalhando quando seu chefe imediato repreendeu um colega, em razão de um lote de solas ter saído errado. Logo depois, o chefe chamou a vítima que explicou que ele não teve relação com este erro. O chefe passou a dizer que “era por isso que não gostava de negros em sua equipe, pois o negro erra e não admite, o negro é teimoso”.


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Na sequência, o homem teria pegado uma forma de madeira, usada para a fabricação de calçados, e atingiu a vítima na cabeça. O funcionário caiu e o chefe partiu em sua direção para seguir lhe agredindo, mas, colegas que viram as agressões conseguiram conter o homem.

A vítima afirma que teve ferimentos na cabeça, no rosto, no pescoço e o dedo indicador da mão esquerda fraturado. O caso foi registrado na delegacia de Taquara e será investigado.

Diretor de empresa contesta injúria racial e agressão a funcionário

O diretor da empresa onde teria ocorrido este caso de injúria racial se manifestou, nesta segunda-feira (13), contestando as informações do profissional. O relato do funcionário foi feito em boletim de ocorrência junto à Polícia Civil e dava conta de que teria sido vítima de um agressão pelo fato de ser negro. Contudo, o empresário negou a hipótese, disse que não houve esta situação e que foi o próprio funcionário que agrediu o seu chefe, ao contrário do que alega a suposta vítima.

O diretor afirma que o funcionário agrediu o seu coordenador com um soco, por volta de 6 horas do sábado (11). Segundo ele, o caso aconteceu devido a uma cobrança por conta de sola perdida. O empresário afirma que a Brigada Militar foi acionada e esteve no local, efetuou boletim de ocorrência tendo como vítima o chefe agredido e, inclusive, encaminhou ele para exame de corpo de delito. O diretor da companhia afirma que uma testemunha presenciou o fato e, inclusive, foi até a Polícia Civil nesta segunda-feira para apresentar o seu relato.

O empresário nega qualquer questão de racismo dentro da empresa, alegando, inclusive, que cerca de sete parentes do funcionário que diz ter sido agredido trabalham na companhia. O diretor afirma que há testemunhas de que não houve as alegadas ofensas raciais e, tampouco, a agressão com uma forma de madeira, como dito pelo funcionário na ocorrência feita junto à polícia. O dono da companhia disse que o funcionário estava em seu sexto dia de trabalho e, após o ocorrido, foi desligado da empresa, dentro do período do contrato de experiência. Ele afirmou, ainda, que os fatos se deram justamente no pavilhão que não possui monitoramento por imagens.

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