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Hospital de Taquara afasta médicos do corpo clínico e contrata terceirizados; veja vídeo

A manhã desta quinta-feira foi tensa no Hospital Bom Jesus, de Taquara. A direção do Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV), atual gestor da casa de saúde, afastou médicos do corpo clínico, a maioria dos profissionais que estavam em paralisação dos atendimentos eletivos. Segundo os médicos, foram contratados novos profissionais para o atendimento, através de empresas terceirizadas. A direção do ISEV e a Prefeitura de Taquara ainda não se manifestaram sobre o assunto.


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A medida veio à tona após a assinatura de um acordo entre o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual, em que seria formado um conselho de gestão para o acompanhamento do Hospital Bom Jesus. A decisão do ISEV pegou os médicos de surpresa. Segundo um grupo de profissionais que esteve no Jornal Panorama, no começo da tarde desta quinta-feira, quando chegaram para trabalhar, nesta manhã, foram surpreendidos por segurança que impediu a realização do trabalho. Ao longo da manhã, foram sendo comunicados pela direção técnica de que estavam sendo demitidos.


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Os médicos disseram que, a partir de agora, estarão aguardando a chegada da assessoria jurídica do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a fim de tomar providências. De acordo com Richard dos Santos Pereira, diretor-clínico, a ideia é acionar o Conselho Regional de Medicina (Cremers) para pedir a interdição ética do exercício da medicina, uma vez que o hospital desrespeitou a categoria e uma paralisação que estava respaldada como ética pelo próprio Cremers.

Da entrevista ao Jornal Panorama (veja abaixo), participaram os médicos Renato Menzel, Paulo Morassutti, Flávio Branco, Richard Pereira e Heriberth Adam. Na opinião deles, para solucionar os problemas que envolvem o Hospital Bom Jesus é preciso a retirada do ISEV da gestão, uma vez que o Instituto não teria condições de tocar a casa de saúde, pela sua falta de credibilidade na gestão de hospitais.

CONTRAPONTO – Panorama contatou o diretor-técnico do Hospital, Carlos Henrique Bauermann, o qual informou que o Instituto Vida se manifestaria apenas via sua assessoria de imprensa. No começo da noite, o Instituto divulgou nota em que rebate as declarações dos profissionais. Em 10 pontos, a entidade afirma que as declarações dos médicos “estão eivadas de inverdades que, com a fala mansa dos mesmos, tentam inverter a responsabilidade pelo caos em que se encontra o hospital”. O ISEV acrescenta que não demitiu nenhum profissional, que apenas excluiu quatro contratados com a intenção de manter os serviços em funcionamento. Destacou que “como comprador de serviços destes profissionais se dá o direito de comprar serviços de quem quiser”. A íntegra do texto foi publicada no site do Panorama. Confira!