Hospital de Taquara: Scopel diz que não pode “operar milagres” sem repasses da Prefeitura

Gestora provisória do Hospital Bom Jesus voltou a se manifestar contrária à suspensão de repasses do Executivo.

A Associação Silvio Scopel, atual gestora provisória do Hospital Bom Jesus, de Taquara, voltou a se manifestar no processo judicial que envolve a casa de saúde. No documento, a entidade responde a um ofício da Prefeitura de Taquara, relatado em reportagem desta terça-feira (29) do Jornal Panorama. A administração municipal voltou a dizer que não recebeu as informações solicitadas a Silvio Scopel, e apresentou ofício do Conselho de Saúde que defende a substituição da Scopel. Na sua petição, a Scopel argumenta que não pode “operar milagres” para assegurar o funcionamento da casa de saúde.


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A entidade inicia afirmando que, ao contrário do que alega a prefeitura, as prestações de contas referente ao contrato entre as partes foram realizadas, “o que está sendo interpretado pelo Município é que, supostamente, a forma das referidas prestações de contas não siga corretamente o que o Controle Interno entende como correto. Ou seja, não há ausência de prestação de contas e de informações”, sustenta a Scopel, acrescentando que os documentos também são remetidos à Justiça Federal.


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“Quanto à suspensão dos atendimentos e afixação de cartaz informando a realidade fática momentânea não há como efetivamente ser feito diferente, visto que, o Município não repassa os valores e por consequência lógica os profissionais que desempenharem os serviços não irão receber, simplesmente porque a gestora não consegue operar milagres no tocante a realizar pagamentos sem receber os valores dos contratantes”, diz a entidade. A Scopel reforça que não vem recebendo, também, do governo do Estado da forma correta e determinada pela Justiça, o que agrava ainda mais a situação.

“Ainda, caso a intenção do Município não fosse instaurar o caos no Hospital, seria prudente que o mesmo tivesse notificado a gestora sobre a possibilidade da suspensão dos repasses no prazo de 30 dias caso não fossem prestadas tais informações. Por fim, reforçando manifestação anterior, o inadimplemento contínuo do contrato por parte do Estado do Rio Grande do Sul, somado à recusa ilegal do Município de Taquara em repassar o valor devido pelo mesmo, irá impedir a continuidade da execução dos serviços de saúde no Hospital Bom Jesus”, sustenta a Silvio Scopel. A entidade pede que a Justiça determina que o Ministério Público se manifeste e que a Prefeitura seja intimada para que efetue os pagamentos imediatamente, “sob pena de colapso no atendimento do Hospital Bom Jesus”.

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