Igrejinha aguarda resultado de exame sobre caso suspeito de febre amarela

Secretaria de Saúde diz que paciente evoluiu bem durante o tratamento.

A Secretaria Municipal de Saúde de Igrejinha confirmou, nesta quarta-feira, ter recebido a notificação de um caso suspeito de febre amarela no município. De acordo com a titular da pasta, Simone do Amaral, não há confirmação se o paciente realmente teve a doença, uma vez que foi solicitado um laudo, cujo resultado ainda não foi divulgado. Mesmo assim, o paciente evoluiu bem durante o tratamento e, pela evolução do quadro, a equipe do setor de saúde acredita que o resultado será negativo.


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No estado, são nove casos notificados como suspeita de febre amarela em 2018. Desde 2009, não há circulação do vírus da doença em solo gaúcho. No mesmo período de 2017, 42 casos foram notificados como suspeitos no Rio Grande do Sul, mas todos acabaram descartados.

De acordo com Simone, a suspeita em Igrejinha se deu durante a avaliação médica, em função do quadro de saúde do paciente, que é morador do município e não viajou para áreas endêmicas. A secretária acrescentou que a medida desencadeou alerta ao setor de Saúde para ações de prevenção, principalmente em relação aos macacos bugios.


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Saiba mais sobre a febre amarela

A febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são inespecíficos, como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Em poucas horas – no máximo, um ou dois dias – reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café.

Os casos de febre amarela no Brasil são classificados como silvestre ou urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.

Na urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti. Desde 1942 não é registrado nenhum caso no Brasil.

Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.

Na sazonalidade 2008/2009, o RS registrou 21 casos da febre amarela silvestre em humanos. Desde 1999, é realizada a vigilância de mortes de macacos, com o objetivo de verificar e antecipar a ocorrência da doença, pois a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em uma determinada região. Dessa forma, é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas, e também evitar a urbanização da doença, por meio do controle dos mosquitos transmissores nas cidades.