IMAGENS CONSTRUÍDAS


Do meu tuíter @Plinio_Zingano – As leis de trânsito são loucas. Punem severamente quem pode..


Do meu tuíter @Plinio_Zingano – As leis de trânsito são loucas. Punem severamente quem pode vir a causar um acidente, e punem brandamente quem já causou o acidente!

Uma das realidades mais inequívocas do ser humano é a construção da imagem. Trata-se das realidades simbólicas. Pensem comigo: tudo o que vivemos tem relação com algo aprendido por nós. Exceto, claro, as funções básicas do organismo para o seu funcionamento – do tipo respiração, circulação do sangue e reações bioquímicas para aproveitamento de nutrientes. Sem elas não haveria um corpo vivo.

Falando em símbolos, trato de nossa participação ativa nos acontecimentos de interação da sociedade. E olhem: quando digo “ativa”, significa que, até imóveis, estamos atuando sobre o tecido social. Nossa imagem pública – mesmo sendo a mais particular possível –, mercê de nossas decisões, causa impressão no círculo existencial pelo qual transitamos. Obviamente, dependendo da área de abrangência desse círculo, os efeitos são maiores ou menores.
Vejamos um exemplo disso! No caso das “reações bioquímicas para aproveitamento de nutrientes” citadas acima, o organismo está preparado para processar alimentos. Entretanto, essa capacidade funciona ligada a realidades políticas, econômicas, médicas ou de vontade. Uma pessoa pode alterar seu abastecimento alimentar por: não poder pagar sua comida; escassez de alimentos; seguimento de alguma doutrina alimentar; dieta nutricional e, por fim, fazer a famosa greve de fome.

Neste ponto, chego aonde queria para dar o exemplo de imagem simbólica. Se um de nós fizer uma greve de fome, poucos vão se importar. Porém, pense no Donald Trump na mesma situação (admito: agora exagerei; mas, como exemplo, vai). Muitos se preocuparão, não pelo próprio Trump, mas em função de assuntos correlatos (cá, entre nós, muitos o estimularão). Tudo gera uma resposta de acordo com o tamanho do círculo de abrangência da imagem do grevista. Morrendo de inanição, são duas as possibilidades para o falecido: se pouco conhecido, será, quem sabe?, pranteado por seus familiares e amigos; ou, se for muito conhecido, provavelmente, poderá ser considerado um herói, sacrificando-se pela implantação de alguma suposta e salvadora atitude. Vejam o caso de Getúlio Vargas que, apesar de não por greve de fome, “deixou a vida para entrar na História”. Querem símbolo mais forte?

Por que escrevi sobre isto? Foi, apenas, uma reflexão em função dos tempos atuais. Todos nós, quanto mais compartilhamos a vida social, mais somos tocados pelos atos simbólicos de nossos pares. E, às vezes, eles não passam de símbolos que não acrescentam nada à nossa existência.

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