Inconveniência, por Plínio Zíngano

Penso, logo insisto

Leia a coluna “Penso, Logo Insisto”, assinada pelo professor Plínio Dias Zíngano.

Do “Meu cinicário” – Ei, papais socialistas: não pagar pensão alimentícia também é uma nojenta forma capitalista de oprimir os desamparados da sociedade.

INCONVENIÊNCIA

Moramos num corpo celeste, navegando no espaço sideral. Aprendemos isto nos primeiros anos escolares. Este conhecimento resulta de um longo trabalho de ensinamento, durante os milênios de existência da nossa espécie sobre a Terra, descoberta após descoberta; filósofo após filósofo; matemático após matemático. Podemos dizer, tem sido um trabalho árduo, pois, ainda hoje, no século XXI, existem humanos duvidando da forma esferoide do planeta. Agem como se vivessem há dois mil anos, quando o chão onde pisavam era um imenso planisfério fixo e o céu, esse, sim, se apresentava com a forma abobadada móvel.

Concomitante à resistência à aceitação do aspecto espacial, sempre houve ideias catastróficas acerca da destruição da nosso lar cósmico. A crença num desastre é, até, anterior à preocupação com a sua aparência. Havia temor a respeito do fim do mundo desde o começo da História. Na Antiguidade, o terror foi incorporado aos idiomas através de palavras como “armagedom” e “apocalipse”. Nesses eventos, a característica predominante era – e é – fogo. O mundo termina, geralmente, por efeito de grandes explosões, fato bem representado, na ficção científica das histórias em quadrinhos, pela destruição de Krypton, planeta natal de Super-homem.

Mas, no século XX, as coisas progrediram, deixando os fogos divinos em segundo plano. Passaram a ser veiculadas ideias mais científicas para acabar com a esfera azul. A Terra não mais se desmancha. Porém a vida fica impossível de ser continuada. São duas grandes correntes. A primeira já aconteceu, nada mais pode ser feito. Um meteoro teria atingido, há 66 milhões de anos, a Península de Yucatan, no México, e, como resultado, tornado a fauna impraticável por alguns milhares de anos, devido aos efeitos físicos e químicos resultantes do choque. Extinguiu os dinossauros. Ninguém, jamais, poderia ser responsabilizado pela catástrofe. A hecatombe fora obra do próprio universo.

Entretanto, houve aperfeiçoamento no processo de eliminação da vida terrena, exacerbado pelo documentário “Uma verdade inconveniente”, produzido pelo multimilionário Al Gore, oito anos vice-presidente do Estados Unidos nos governos de Bill Clinton. A destruição deixou de ser punição divina, na remissão dos pecados, fato, aliás, gerador de extraordinários ganhos financeiros para quem “sabia” levar clientes à salvação. Na versão renovada, o fim virá dum inexplicável, e insustentável, aquecimento global, oriundo em comportamentos antiecológicos da humanidade. Vivemos sob ameaça de severas alterações climáticas. E, novamente, claro, dando fantásticos lucros aos defensores das novas teorias e conhecedores de como evitar o fechamento da cortina final. Certamente, você já ouviu falar de grupos, ONGs e outras instituições, aproveitando-se do medo criado.

Mas, keep calm, a climatologia não corrobora tais ameaças. Muito antes pelo contrário! Esta, sim, é uma verdade pra lá de conveniente!

Por Plínio Dias Zíngano
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