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INFORMAÇÃO IMPERTINENTE

Do meu Cinicário – Estou excitadíssimo! Comecei minha carreira de chef de cuisine: minha mulher já está deixando que eu descasque as batatas.

No dia 11 de outubro, ao olhar meus emeios – sim, há gente que ainda usa este antigo meio de comunicação e, creia, nesse horário – às 04 h, me deparei com uma mensagem, enviada pouco antes, às 3h45min. Foi num dos meus momentos insones, bem comuns àqueles que já têm alguma rodagem na vida. O remetente era uma mulher, a Bruna Xxxxxx, e atingiu bem no alvo, supostamente, pretendido: minha vaidade! Estava escrito: “As Mulheres detestam os Carecas…” (mantive a configuração do título, com maiúsculas e reticências). Olhei para a Cármen, que, como um anjo, dormia ali ao lado sem, nem de longe, supor que eu houvesse descoberto tudo. Mas, descoberto tudo… o quê? Que mulheres detestam carecas? Ora, mulheres implicam com qualquer coisa no planeta. Aliás, os homens também são muito ativos na fúria detestatória. Nada, na vida, está livre desse sentimento. Mas tudo é passível de ser amado. Penso, até, que eu deveria escrever de maneira diferente e trocar o “passível” por “possível”. Ficaria mais… amoroso (sim, é um trocadilho; do bem).

Certamente, muitas mulheres detestam as nossas cabeças sem cabelos, porém este fato não pode ser generalizado da maneira feita por você, Bruna. Muitas, e nesse “muitas”, pode contar milhões, dezenas de milhões – já pensou nisto? – sentem amor por seus avós, pais e, chegando ao alvo mirado por sua impertinência, namorados, amantes e maridos. Não fosse desta maneira, não teríamos mais carecas na face da Terra, pois, não podendo passar adiante nossos genes tão detestáveis, nasceríamos cada vez em menor número até, finalmente, desaparecermos. Vocês, as que nos detestam, estão sendo grosseiras. Minha vaidade foi atingida mais pela indignação do que pelos resultados pretendidos por você, ao ver sua tentativa de me cooptar para uma tolice desse tipo e me impingir alguma droga miraculosa como tantas outras que resolvem qualquer coisa no mundo. Você está tentando vender uma coisa classificada como “panaceia”. Se não sabe o que significa, vá ao dicionário. Mas não diga bobagens. É feio!

Aliás, Bruna, nem sei com quem ou para quem estou falando. Fiz um levantamento no Facebook, sem qualquer rigor estatístico, para ver se éramos amigos, ao menos virtuais, e não encontrei ninguém. Por outro lado, encontrei 77 Brunas Xxxxxx (desconsiderei as variantes, incluindo a existência de outros sobrenomes e preposições). Bruna, assim como meu cabelo, acho que você não existe. E, como o cabelo, não faz falta alguma!