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João Pires afirma que 2018 foi ano de manutenção de conquistas dos sapateiros

Com a chegada do final do ano, o Sindicato dos Sapateiros de Parobé fez um panorama das atividades realizadas em 2018. A representação da entidade avalia este como um dos anos mais difíceis para a classe trabalhadora, principalmente por conta da entrada em vigor das mudanças na legislação impostas pela reforma trabalhista. Conforme o presidente João Pires, um dos principais exemplos foi o fechamento da negociação coletiva, que se arrastou por vários meses. “Não houve conquistas neste ano, muito pelo contrário, foi um ano de lutar pela manutenção do que já tínhamos”, afirma.


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João Pires, presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé. Divulgação/Eduarda Rocha

Entre os primeiros obstáculos deste ano, esteve a diminuição do consumo no mercado interno. “Convivemos com trabalhadores em Parobé que tiveram praticamente 45 dias parados. Isso resultou também em demissões preocupantes, mas o Sindicato acompanhou toda esta situação”, explica. Pires disse que, apesar do cenário incerto que dificultou várias empresas grandes em Parobé, como Calçados Botero e Bibi, outras companhias fizeram contratações, casos da Usaflex e da Somavila.

Apesar das dificuldades apresentadas, Pires considerou os objetivos conquistados, em especial a manutenção dos itens da convenção coletiva do ano anterior. “Sabemos que o valor obtido para o reajuste não foi o ideal, não é a valorização que a categoria merece. Mas é preciso salientar que a reforma trabalhista deu força ao empregador. Nós lutamos muito para continuar com as cláusulas sociais e que o reajuste ficasse acima da inflação”, enfatiza.


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Desafios

Para João Pires, a atuação do sindicato deverá ser fortalecida em 2019. Entre as principais atividades, está a aproximação com o trabalhador. Com os prejuízos causados pela nova legislação, a entidade espera conseguir retomar o apoio da categoria na luta sindical. Para angariar mais sócios e beneficiar os trabalhadores que são associados, novos convênios e serviços serão anunciados.

De acordo com a diretoria, estão sendo criadas novas estratégias de comunicação, sindicalização e relacionamento com os sócios. “Esperamos que no próximo ano a categoria compreenda a necessidade de ter uma representação sindical. Precisamos de mobilização para conquistar o que é direito”, finaliza. O recesso do Sindicato dos Sapateiros começou na última sexta-feira, dia 21, e segue até 2 de janeiro. Já os médicos e dentistas voltam a atender na entidade no dia 13 de janeiro.

Assista a entrevista de João Pires à Rádio Taquara/Jornal Panorama: