Justiça concede liberdade para casal acusado de atropelamento de policial em Taquara

Polícia

Medida foi tomada levando em conta a alegação dos acusados de que não estavam dirigindo o veículo.

O Tribunal de Justiça concedeu liminar em habeas corpus para colocar em liberdade o casal de namorados que foi preso, no sábado (22), acusado de envolvimento no atropelamento de um policial militar em Taquara. O fato aconteceu na sexta-feira (21) na rua Tristão Monteiro e foi enquadrado como tentativa de homicídio qualificado pela Polícia Civil, levando à decretação de prisão preventiva contra os acusados, detidos na rua Pedro Emílio Martins, no bairro Tucanos. Os dois foram postos em liberdade na noite desta segunda-feira (24).


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A decisão foi tomada em regime de plantão pelo desembargador Honório Gonçalves da Silva Neto, que liberou Marlon Richard dos Santos Schneider e Tainá Fabiola da Silva. Segundo a defesa de ambos, os acusados figuravam apenas como passageiros do veículo, ele no banco do caroneiro e a jovem no banco traseiro. Além disso, os advogados sustentaram que não houve situação de flagrância, tendo sido necessária, ainda que parca, uma investigação acerca do cometimento do delito, com o transcurso de aproximadamente 18 horas entre a prisão e o atropelamento.

O magistrado entendeu que, “não obstante a gravidade do episódio”, os elementos colhidos demonstram qe os acusados prestaram suas versões sobre o ocorrido e colaboraram com o desenrolar da investigação, inclusive realizando reconhecimento fotográfico do condutor. O juiz afirma, ainda, que “a própria dinâmica do fato, evidenciada pelas filmagens do atropelamento amplamente divulgadas na internet, demonstra a rapidez com que se desenvolveu a ação delituosa, circunstância que não permite que se conclua, diante dos elementos de que se dispõe”, que os acusados tenham “observado conduta que interferisse efetivamente na direção do veículo por parte do condutor”.


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Com relação a Marlon, o juiz determinou a colocação em liberdade, mas estabeleceu condições: deverá comparecer mensalmente à Justiça para informar e justificar suas atividades e não poderá se ausentar da Comarca de Taquara sem comunicação à Justiça. Já sobre Tainá, o juiz concedeu a liberdade sem a determinação de restrições.

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