LIVRE ARBÍTRIO


Do Meu Cinicário – Todos que o aconselham a não confiar na mídia estão, na..


Do Meu Cinicário – Todos que o aconselham a não confiar na mídia estão, na verdade, confiando em algum tipo de mídia. Não existe conhecimento sem comunicação.

Nossa vida social transcorre como se fora predefinida num grande plano de márquetim. Por já ter transitado no ambiente de criação, divulgação e venda de produtos vários, apesar de, saliente-se, em bem pequena escala, atrevo-me a tocar no assunto. Fulano fará isto; Beltrano, aquilo e Sicrano fará aqueloutro (epa!, “Sicrano” e “aqueloutro”?; verifique lá; eu espero!) e o mercado reagirá assim! Os brasileiros que assistem à televisão, ouvem rádio, leem jornal, leem mensagens no computador e no celular, já estão sentindo, com um ano de antecedência, a eleição presidencial de 2018. Ela tomou forma no campo midiático. E tudo está seguindo um cronograma bem delineado. Supostos prováveis candidatos, negando a candidatura; gente antiga louca para voltar à berlinda e gente nova querendo adentrar o grande palco.

Temos, por aí, os velhos arrivistas e os novos postulantes à função mais exigente já imposta a um ser humano. Essa função só é aceita, porque o pretendente – praticamente um mártir – tendo extraordinário espírito de sacrifício, pensa no bem-estar e desenvolvimento da nação e de seus compatriotas. Admita-se, é trabalho extremamente estressante, mas, segundo uma amiga, deve render um bom caldo, pois, do contrário, ninguém seria louco o suficiente de meter a mão nessa cumbuca. “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”.

Uma eleição é o mais fundamental instituto da democracia, sistema político em que todos têm direito a eleger e ser eleitos, seguindo-se o definido em lei. Terrível é o trabalho destruidor executado pelos correligionários de antigos salvadores da pátria, tentando barrar a entrada de outros candidatos na disputa. Lembra o livre arbítrio: não importam nossas ações, tudo já está decidido, “vamos deixar as quizumbas para lá; senta aí para um chopinho amigo”!

Se não for isto, como classificar a reação indignada das militâncias, esse novo sinônimo para “malta”, “bando”, “súcia”, “caterva” à simples menção dos nomes do cirurgião Dr. Rey ou do apresentador Luciano Huck como possíveis candidatos ao grande sacrifício de disputar a presidência do Brasil? Ah!, esses não servem; não têm capacidade de governar o país! Pronto! São julgamentos sempre preconceituosos.
É Democracia? Deixemos a decisão aos votos. Lembremos do Tiririca, aquele “palhaço”! Como alguém teria coragem de votar num palhaço ignorante? Pois Sua Excelência tem se saído muito melhor do que velhas raposas!

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