Mardita Mari, por Rui Fischer

Leia artigo do policial aposentado Rui Fischer que aborda a descriminalização da maconha.

Há um tempo atrás escrevi uma crônica, aqui neste generoso espaço do nosso querido Panorama (ainda na fase encadernada), com o título de “Marvada Catia” que versava sobre o uso e o vício da cachaça, no caso, a catia “catiaça (num pequeno jogo de palavras), e o estrago causado pelo seu consumo”. Agora, com o título de “Mardita Mari”, fazendo uma comparação ou analogia à cachaça, pela Mari “Marijuana”, a Cannabis Sativa, conhecida popularmente como Maconha.

Pois, a Marijuana, quer dizer, a Cannabis, tem quase as mesmas propriedades (não químicas exatamente), de fazer estragos tanto quanto a “catiaça”. Os estragos, que falo, são aqueles de vão desde a destruição da família, até a autodestruição, pois o seu vício é protagonista não só em destruir a sua vida e de seus familiares (no sentido doméstico/econômico), como também destruir o seu organismo. Portanto, falando em destruição de lares, tudo a ver com a cachaça.

A maconha é, também, a “entrada” para outras malditas, como o crack, a cocaína,…e mais outras malditas, em se tratando da cocaína, podemos dizer que o compartilhamento de seringas, pode ocasionar o chamado soropositivo e o horror da AIDS. Outro fator importante que podemos citar sobre o vício dessa droga, é o fator “cidadania”, cujo mesmo é atacado a partir de que o viciado tende a se marginalizar, tipo: “dopado, vale tudo” (…!), daí, partir para um furto-roubo-assassinato e o tráfico, é um estalar de dedos e, posteriormente, para a cadeia,… e lá se vai a cidadania que falei acima. Vê-se notícias de furtos dos viciados, até contra seus familiares (pais, irmãos, primos,… etc.) para satisfazer o seu vício.

Como ex-policial, sou peremptoriamente contra a chamada liberação (descriminalização) da maconha, mesmo para fins recreativos, nesta altura, certamente estou sendo criticado e/ou massacrado pelos leitores, muitos, talvez, consumidores, como me falou um amigo certo dia, quando postei em meu facebook a minha opinião sobre esse assunto: “tu vais arrumar uma briga com metade de Taquara, rs!”. Mas, não arredo o pé. Sou muito crítico a respeito de consumidores (viciados) em maconha, não sei se é por causa de meu passado policial enraizado em mim – deve ser! Gostaria de enfatizar que essa crônica não tem apenas o fator crítico, mas também, um quê didático tal qual o “canhão” Dráuzio Varella. Aí já é demais, né (rs)! O certo, é que sou contra a descriminalização da Cannabis Sativa. Para mim, a “Mardita Mari”.

Rui Fischer
Aposentado, de Taquara

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