Mariano Telles conquistou na internet apoio para projeto do seu show; confira entrevista

Mariano Telles, atualmente residindo em Porto Alegre, é natural de Fazenda Fialho, interior de Taquara. Divulgação

Com um CD pronto, o artista taquarense Mariano Telles, atualmente radicado em Porto Alegre, sonhava em fazer o show de lançamento do seu trabalho. Nesta entrevista ao Panorama, ele conta como foi a proposta de realizar a captação dos recursos para o show através de financiamento coletivo, e como deu certo a iniciativa. O show aconteceu na semana passada, no Teatro Hebraica, em Porto Alegre. Para Mariano, foi uma noite especial, com muitas participações no palco e os apoiadores da campanha na plateia. Agora, pretende divulgar ao máximo o álbum e seguir o trabalho de entrega das recompensas asseguradas aos apoiadores do financiamento.


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Panorama – Como surgiu a ideia de submeter o projeto de lançamento a um financiamento coletivo?
Mariano – Por eu circular bastante no meio cultural, já havia acompanhado e inclusive apoiado muitos projetos do tipo. É um formato de financiamento que vem se consolidando nos últimos anos. Achei que seria uma boa opção pelo engajamento que gera em torno do trabalho. As pessoas acompanham, torcem, e se sentem parte do projeto.
Isso acaba gerando um vínculo muito forte com o teu público final!

Panorama – Como foi o trabalho de planejamento para chegar ao valor necessário? E a definição das recompensas?
Mariano – Não existe dinheiro fácil, um crowdfunding exige muito trabalho. Para realizar o planejamento e me orientar na campanha eu contratei uma assessora, que fez toda a diferença, por já ter orientado vários outros projetos. Tive de estudar bastante o assunto, além de aperfeiçoar minhas técnicas de divulgação e preparar bastante o terreno antes de lançar. Na escolha das recompensas, obviamente, estavam incluídos o CD e ingressos para o lançamento, porém, ao invés de coisas físicas, tentei vender principalmente experiências, como recitais particulares, aulas, vídeos exclusivos e até composições dedicadas ao apoiador. Uma coisa importante é ter recompensas para todos os bolsos, com algumas de valor alto para equilibrar.


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Panorama – Como se deu a divulgação do projeto para alcançar a meta?
Mariano – A maior parte das ações da campanha se dá no ambiente virtual, mas é um erro de muitos projetos achar que só isso é o suficiente. No meu caso, houve um trabalho pesado e diário de divulgação nas redes sociais, mas também houve televisão, rádios, jornais, e muito boca a boca. Fiz também ações específicas de ir tocar em locais onde achava que podia conseguir mais apoios. É interessante notar que na reta final a campanha se torna de interesse público, com muitos apoiadores que você nem conhece participando.

Panorama – Como foi a tua reação ao alcançar o valor proposto como meta?
Mariano – Foi muito surreal! Eu fui dormir no antepenúltimo dia da campanha com ela em 93%, porém eu sabia que havia vários boletos aguardando a confirmação do pagamento e que se eles entrassem, bateríamos a meta. Durante a noite sonhei que havíamos chegado em 100%, acordei eufórico, fui conferir, e de fato havia chegado. Acho que foi um dos dias mais felizes da minha vida, e ainda estávamos no penúltimo dia. No final ela chegou a 112%.

Matéria publicada na edição impressa de 15 de dezembro.