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Mobilização busca evitar possível fechamento da Escola 27 de Maio

Membros da comunidade escolar entregaram abaixo-assinado ao prefeito Tito e ao presidente da Câmara, Guido Mário, para mobilização junto ao governo do Estado. Divulgação

A Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Taquara anunciaram ações para barrar possível intenção do governo estadual de fechar a Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) 27 de Maio. Como o Jornal Panorama antecipou na última sexta-feira (14), a administração gaúcha determinou o encerramento de um turno do educandário, e professores temem que a medida seja um dos primeiros passos para encerrar as atividades. Um abaixo-assinado está sendo organizado pela comunidade escolar e será encaminhado pelos dois órgãos públicos de Taquara ao governo do Estado.


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No início deste ano, a Secretaria Estadual da Educação decretou que a escola passe a atender todas as turmas, do pré ao quinto ano, em um único turno, na parte da tarde. E isso preocupou muito os funcionários e a comunidade escolar da EEEF 27 de Maio, já que em outros municípios o governo do Estado primeiro cancelou um turno de algumas escolas e, com a consequente diminuição na demanda de alunos, acabou encerrando as atividades desses educandários. De acordo com a diretora da 27 de Maio, Maria Ressani Arnold, a escola não possui estrutura para reunir todas as turmas em turno único, pois atende duas turmas de quarto e quinto ano na parte da manhã e de tarde o pré, primeiro, segundo e terceiro ano. “Outra preocupação que temos é com os alunos da inclusão que, no contraturno escolar, tem aulas na sala de recursos e recebem atendimento especializado dos nossos professores”, explicou Maria.


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Na tarde de terça-feira (18), o prefeito Tito Livio Jaeger Filho, acompanhado pelo presidente da Câmara de Vereadores de Taquara, Guido Mário Prass Filho, esteve na EEEF 27 de Maio e, durante a conversa com a direção da escola e representantes dos funcionários e pais de alunos, recebeu um abaixo-assinado para ser entregue à Secretaria Estadual da Educação. “Estamos juntos nesta luta com a 27 de Maio e não mediremos esforços, tanto a Administração Municipal quanto o Legislativo, para que o Governo do Estado reconsidere sua decisão e mantenha os dois turnos de aula. Contribuindo assim com o bem-estar dos alunos e também evitando que os professores tenham sua carga horária reduzida”, ressaltou o prefeito de Taquara.

Na Câmara, membros do Cpers/Sindicato e professores da 27 de Maio fizeram “pedido de socorro” para salvar a escola. Divulgação

Repercussão no Legislativo

No Legislativo de Taquara, professores e comunidade da escola 27 de Maio participaram da sessão ordinária desta terça-feira (18). Os vereadores já se manifestaram, em sua maioria, favoráveis a uma moção de contraridade ao governo do Estado, que será votada na próxima sessão, no dia 26 de fevereiro. O texto, proposto pela vereadora Mônica Faccio (PT), critica o fechamento do turno da manhã na escola de Taquara.

A Diretora do 32º Núcleo do CPERS, Simone Goldschmidt, fez uso da tribuna denunciando a medida do governo, que foi tomada, segundo ela, sem consultar a comunidade escolar, não levando em consideração os prejuízos sofridos pelos alunos no que diz respeito à sala de recursos, onde os alunos com dificuldade de aprendizagem são atendidos no turno da manhã, bem como toda a rotina dos pais que se organizaram em função do horário das aulas de seus filhos. Simone ressaltou ainda que esse seria o primeiro passo para o encerramento definitivo das atividades na EEEF 27 de Maio, o que já está ocorrendo em outras escolas do Estado.

“Os pais, os professores, os funcionários e os alunos estão envolvidos, e estão determinados a não permitir o fechamento de turno na EEEF 27 de Maio. A Comunidade está fazendo abaixo-assinado, está dialogando com a população, e o CPERS juntamente com os trabalhadores desta escola, com os pais iremos ao Ministério Público, à Coordenadoria Regional de Educação, na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e estamos aqui hoje dialogando com os Vereadores e vereadoras, solicitando que aprovem a moção apresentada nesta casa e para que façam a discussão com suas bancadas para que a gente tenha levado a sério a educação neste Estado, que não é o que está acontecendo. A educação está pedindo socorro”, finalizou Simone.

Com informações das assessorias de imprensa da Prefeitura de Taquara e da Câmara de Vereadores.