No mundo da lua, por Luiz Haiml

Leia o artigo mensal do professor Luiz Francisco Haiml.

No mundo da lua

     Diáriode Bordo, data estelar 25.01.2029.  Numamanhã desta semana tomei a decisão de olhar atrás da caixa de sucrilhos, alimentoque hora e outra consumo, e o que leio:

  Um sinal para eu escrever este texto? Afinal, poucos dias antes eu assistira, e gostara muito, “O primeiro homem”, filme que tem  arrematado alguns prêmios, e é do jovem diretor Damien Chazelle, o mesmo  dos ótimos  “Whiplash” e “La la Land”.

 A obra é um pedaço da vida de Neil Armstrong, sua ida para a NASA até sua descida na Lua. Boatos há de que ele passou na frente de Buzz Aldrin, que deveria ser o primeiro. Consta que Buzz nunca se recuperou da frustração. O filme não entra neste aspecto, mas também não é ufanista – alardeia o poder dos EUA. Mostra, porém, um Neil muito introspectivo, muito inteligente e caladão, com a cabeça totalmente voltada aos problemas do trabalho; parece que buscava entender-superar-esquecer algo “a perda da filha pequena por tumor cerebral?”.

  Mas o que interessa aquié que, pela direção primorosa de Chazelle, pude finalmente descer na Lua com oscaras, participando de algo que apenas tinha vi, extasiado,  pela Tv, em 1969, em um ruim preto-e-branco, quandotinha seis anos.

Não lembro se foi tal fato, ou se antes eu já era fissuradopelas estrelas, mas enquanto menino, pensei por longo tempo em ser astronauta.  O que se esconde além da nossa frágilatmosfera, o que se espalha pelas profundezas do escuro vácuo faziam cócegas naminha imaginação, e ainda o fazem. Um dia, porém, me de dei conta da alturareal que tem um foguete, e o lugarzinho minúsculo em que iam apertados três camaradas,já fui mudando de ideia. Não conseguiria nem subir no elevador que leva os carasao pico, à cápsula principal.

E tem mais, não é só entrar na nave e partir, é preciso saber muita matemática, física, engenharia de vários tipos, e não pode ter vertigo, ou seja, entre outras razões, não vou ao Rio para não fazer fiasco, ia perder o melhor: a subida ao Cristo e o bondinho; quanto  a soberba Machu Picchu então, só em sonhos agora.  Enfim, era melhor conhecer os mistérios do espaço embarcando na carona fácil das naves de livros, séries e filmes de FC (ficção-cientifica). Através da FC tenho desbravado as fronteiras finais

 Vi muita coisa e ainda vejo. Creio sim, que nossa existência possa estar relacionada/ manipulada por seres de fora, mas às vezes penso “ será que realmente o homem pousou na Lua?”. Enxergamos com um poderoso telescópio algo que lá deixaram? Há um filme “Capricórnio Um”, que recria tudo como uma farsa, segue endereço:  https://www.youtube.com/watch?v=7DXdnZsn5jw.

 Meu querido, e jáentre as estrelas, tio Carlos Oscar, tinha uma luneta, herança, usada pornavegadores antigos, do tempo das caravelas. Gente, ela te botava lá dentro dascrateras lunares, sério. Mas não vi bandeira ou outro artefato mecânico.  Outra coisa que às vezes me deixa encucado“como controlar algo a zilhões de quilômetros, quando nem se consegue sinal de internetou de celular numa mesma cidade?”. Como fazer um robozinho, lá em Marte,funcionar por “controle remoto”. Meio doido né?  Soltar uma coisa no espaço e deixá-la ir aosabor dos ventos cósmicos, tudo bem, mas controlar ela daqui por 55 milhões dequilômetros de distância ou mais,  hum…. Vai ter polêmica espero. Ah, a NASApousou outra coisa em Marte , mais uma, a InSight, ano passado (26.11.2018)

Tem uma boa série no National G. C.:

 Nela, dois tipos distintos de expedições se instalaram no Red Planet e, num “aparente” acordo, uma vai estudar Marte, a outra, explorá-lo.  A série é muito feliz ao comparar tais eventos, e as motivações de tais expedições, com o que vem ocorrendo aqui pela Terra, e assim nos damos conta de que,  definitivamente, o homem não pode se espalhar pelo espaço. Já estragou a sua própria casa, agora  vai estragar o resto.

Aquilo de Federação dos Planetas Unidos

 só ainda em Star Trek, embora existam algumascriaturas humanas que  alegam ter entradoem contato com aliens de alto escalão – tipo o Comandante Ashtar Sheran abaixo –  e esses confirmem a existência já de umaConfederação Espacial por cima de nossas cabeças. Mas, parece que ninguém daTerra ainda foi convidado para participar dela. Sábios são esses ets.

Saudações.

Por Luiz Haiml
Professor, de Taquara
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