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“O futuro já começou”, por Jéssica Ramos

“O futuro já começou”

A saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde foi um dos principais assuntos desta sexta-feira (15). Isso a nível internacional. Em seu pronunciamento, feito durante a tarde, o ex-ministro não explicou o que o motivou a pedir exoneração do cargo. Apenas agradeceu e comentou sobre algumas ações planejadas por ele, durante o período em que esteve à frente do Ministério. Por ora, o secretário executivo da pasta e o ex-ministro da Cidadania, general Eduardo Pazuello (que, caso aceite, será ministro interino) e o deputado Osmar Terra, respectivamente, são cotados para assumir o cargo.

Exonerações e nomeações à parte, o fato é que a pandemia do novo coronavírus tem somado inúmeros conflitos mundo a fora, além de revelar situações inadmissíveis (para quem quis enxergar). A compra de respiradores (inclusive sem licitação – sob regime de urgência) que não funcionam, ou que simplesmente não são entregues, é apenas um exemplo. Há investigações de irregularidades em pelo menos seis estados brasileiros, tais como Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Roraima, Mato Grosso e Santa Catarina; sendo que apenas o Pará importou – da China – equipamentos que representaram o “investimento” de R$50 milhões.

Mas isso não é tudo. O Brasil também é denunciado como um “país” negligente, principalmente pela conduta “atrevida” do presidente Bolsonaro. Os casos de infecção e óbitos por Covid-19 já encaminham a nação brasileira para o caos, segundo a grande mídia. Isso se não considerarmos as denúncias de familiares que afirmam que seus entes não estavam infectados, ou sequer foram testados. Famílias que são privadas de uma despedida decente. Seres humanos tratados como pedaços de carne, por “profissionais” que prometem consagrar suas vidas ao serviço da humanidade, mas que se aproveitam do cenário nebuloso de pandemia para negar atendimento; deixar morrer; atestar óbitos falsos por suspeita de Covid-19.

E é óbvio que não se pode generalizar. O vírus existe e as mortes também, mas não se pode negar que índices são manipulados, de acordo com interesses distintos. As denúncias feitas, nesta sexta-feira (15), por um grupo de médicos no Ceará ilustram bem a dimensão de crimes que ocorrem no Brasil (e no mundo), em função da pandemia. Assim como há maus profissionais, há bons. Mas muitos dos bons estão sendo subjugados, forçados a assinar atestados de óbitos falsos – como supostamente está ocorrendo com os médicos cearenses e será investigado pelas autoridades competentes. As denúncias começam a aparecer – isso porque ainda gozamos de certa liberdade. Liberdade esta, que nos é roubada – “para o nosso próprio bem” – com medidas de isolamento, que aos poucos somam tecnologias e nos fazem dóceis reféns do Estado.

A pandemia do vírus chinês abre portas para múltiplas agendas. A implantação de biochips é uma delas. Os dispositivos já são usados por inúmeras pessoas no mundo inteiro com a proposta de facilitar a vida através do armazenamento de senhas e dados, tanto pessoais, quanto profissionais, além dos de entretenimento. Mas a aposta agora é do uso desta tecnologia na Saúde, para conter epidemias semelhantes à do Covid-19, com o armazenamento de prontuários médicos e tipagem sanguínea, por exemplo. O primeiro passo, rumo à aprovação do rastreamento eletrônico. Até porque, em época de pandemia, é preciso se valer de todas as alternativas possíveis em benefício do cidadão – mesmo que isso signifique lesar direitos fundamentais, assegurados pela Constituição, como o maior deles: da Dignidade da Pessoa Humana.

O futuro já começou, e nele somos doutrinados para defendermos a nossa própria ruína. Tanto é verdade que a nuvem de fumaça, espalhada pela pandemia – que apresenta um discurso em favor da vida – se sobrepõe todos os dias nos noticiários do mundo inteiro, enquanto bilhões de vidas são sacrificadas antes mesmo do nascimento, com bilhões de abortos feitos (nesta sexta-feira, 15, eram mais de 15,8 bilhões – segundo dados do site Worldometer) e negligenciados. Mas afinal de contas, a vida de um paciente infectado pelo novo coronavírus vale mais do que a de um bebê não planejado? ..certamente para os bolsos de governantes corruptos, e para as agendas de líderes de movimentos comunistas, sim!

O futuro já começou. E quanto mais alienados nos mostrarmos, mais fácil seremos dominados. Ao ponto de entregarmos nossos filhos, famílias, empresas e países à escravidão, miséria e total perda de identidade. Cuidemos mais das ações, e menos dos discursos!

Jéssica Ramos

Jornalista de Taquara
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