O que disseram em seus depoimentos dois tripulantes de carro que atropelou policial

Polícia

Casal de namorados atribuiu condução do veículo a um terceiro suspeito, também preso.

Solto na segunda-feira (24) por uma decisão do Tribunal de Justiça, o casal de namorados que chegou a ser preso pela acusação de atropelamento de um policial militar em Taquara prestou depoimento à Polícia Civil ainda no sábado (22), durante a confecção do auto de prisão em flagrante. Eles foram enquadrados por tentativa de homicídio, linha de investigação que vem sendo seguida pelo delegado Ivair Matos Santos, que está conduzindo o inquérito. O Jornal Panorama obteve acesso ao depoimento de Marlon Richard dos Santos Schneider, 28 anos, e Tainá Fabiola da Silva, 19 anos. Nesta quarta-feira (26), a reportagem já havia revelado os detalhes do depoimento do terceiro acusado do fato, Gustavo Machado de Moura, 25 anos, apontado como motorista do carro.


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Em seu termo de declarações, Marlon afirma que, pelo fato de não possuir habilitação, pediu para Gustavo dirigir o seu carro até Igrejinha, onde iriam em um xis. Disse que estava sentado no carona, com o banco reclinado para trás, e fumando “um baseado”. Segundo ele, no momento em que se virou para falar com sua namorada, ouviu um estouro e viu alguém cair no chão, percebendo que se tratava de uma pessoa porque o vidro tinha quebrado. Marlon afirma que pediu para Gustavo parar, mas o motorista não quis, dizendo que teria feito “merda”.


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Marlon contou que, na estrada em direção a Parobé, antes da ponte, Gustavo parou o carro em frente uma mecânica para o casal deixar o veículo. O motorista saiu daquele ponto levando o carro até a casa da mãe de Marlon, em Igrejinha. O veículo foi apreendido na residência de uma vizinha da mãe de Marlon. Em seguida, o proprietário do carro disse que foi para um motel com a namorada, onde ficou até por volta de 10 horas do sábado, tendo retornado para casa. No local, ficou sabendo que a polícia havia chegado na sua oficina, então pegou a namorada e correu para se esconder no mato. Afirmou, ainda, que tinha a intenção de se apresentar na Delegacia de Polícia na segunda-feira.

Taina disse, em seu depoimento, que o veículo Corsa é de propriedade do seu namorado, Marlon, mas quem estava dirigindo era Gustavo. Contou que, naquele dia, todos iriam até um xis de Igrejinha. Disse que estava deitada no banco traseiro do carro e que todos estavam fumando maconha, quando, em determinado momento, ouviu um estouro, tendo perguntado o que ocorreu, mas Gustavo a mandou ficar quieta. Disse que somente ficou sabendo do atropelamento quando Gustavo a largou, junto com Marlon, na estrada velha que vai para Parobé. Disse que passou a noite em um motel, pois sabiam que o carro estava no nome de Marlon e que a polícia iria atrás dele. Afirmou que Gustavo não parou o carro porque estavam fumando maconha e disse que a intenção do casal era se apresentar na segunda-feira.

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