Paletes viram bancos, mesas e lixeiras em escola do interior de Taquara

Projeto acontece desde 2014 na Escola Zeferino Vicente Neves Filho, em Pega Fogo
Sala verde comporta bancos feitos com paletes na oficina de reaproveitamento. Divulgação

Reaproveitar materiais inutilizados é uma das preocupações da Escola Municipal de Ensino Fundamental Zeferino Vicente Neves Filho, localizada no Distrito de Pega Fogo, interior de Taquara. Fomentando a ideia de dar novo destino a paletes dispensados, alunos do sexto ao nono ano, inspirados pela arte da engenharia e motivados pelo professor de matemática Antônio Valdir Ribeiro, iniciaram, ainda em 2014, projeto que visa o reaproveitamento de paletes. A oficina que é promovida no turno inverso ou mesmo durante as aulas, envolve geometria e ângulos que dão forma a vasos, bancos, mesas, suporte para bandeiras, lixeiras, púlpito, painéis para a exposição de trabalhos e muitas outras criações que além de estimular o aprendizado dos educandos, promovem o embelezamento da instituição de ensino.


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Segundo o professor Ribeiro, o objetivo do projeto é instigar a reutilização de materiais recicláveis, tornar a aprendizagem da matemática mais satisfatória, momentos onde são aplicados métodos de geometria plana e espacial, com estudos de ângulo, simetria, noção de transformação de unidades como metro, centímetro, milímetro, utilização de trena, esquadro, transferidor, compasso e régua. “O trabalho em equipe também é muito importante e percebemos um grande avanço dos alunos em relação à cooperação entre eles”, observa Ribeiro.


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Lixeira já está sendo utilizada pela escola e pela comunidade. Na foto, o professor Antônio e os alunos da oficina. Divulgação

O projeto auxilia os alunos a ampliarem os conhecimentos de forma prática e bem mais participativa. “Já com um conhecimento prévio de geometria, eles calculam o ângulo do encosto dos bancos; com a utilização de um transferidor, determinam um ângulo reto com o compasso, aprendem o conceito de espaço, como calcular a quantia de materiais a serem usados, além de ser uma matemática mais prática no seu contexto”, esclarece o professor.

A diretora Cátia Beatriz dos Santos destaca a importância do projeto. “Estamos sempre em busca de novas oportunidades em prol da melhoria da qualidade do ensino, nos desafiando e desafiando nossos alunos. Neste projeto os pais e familiares também foram envolvidos ampliando ainda mais a execução do mesmo. Os alunos demonstraram maior interesse pela aprendizagem, questionando com frequência as utilidades práticas de cada conteúdo estudado, apresentando maior motivação para a realização das futuras atividades propostas”, relata Cátia, agradecendo a todos os envolvidos, bem como ao professor de música, Claiton Gonçalves da Silva, que intermediou a doação, junto à empresa Tintas Renner, de um caminhão de paletes para a concretização do projeto.

Vasos de paletes sendo construídos para deixar a escola mais bonita. Divulgação

Outro ponto positivo do projeto, conforme a diretora, é a questão do custo benefício. “Nosso custo é irrisório, mas muito significativo para a escola como um todo. Não tínhamos lixeira na frente da escola, hoje temos, nem púlpito para os nossos eventos. Tudo o que é construído é muito útil, hoje há bancos distribuídos pelo pátio, são produtos caros para adquirirmos. Por isso é bem válido o projeto, pois todos ganham, principalmente os alunos. Em relação aos alunos acredito que os mesmos demonstraram mais interesse pela aprendizagem, desenvolvendo o trabalho em equipe, com maior interação, e também, por toda questão de conscientização ambiental trabalhada”, comemora Cátia.

Alunos do projeto construindo novos bancos. Divulgação