Temperatura agora:   15.0 °C   [+]

Presidente da CDL de Igrejinha e Três Coroas fala sobre reflexos do confinamento e ações da Câmara

Vinicio Morgesntern destacou que o comércio precisa reagir e tem expectativa na flexibilização das atividades, por parte do governo do estado. Foto: Divulgação.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Igrejinha e Três Coroas, Vinicio Morgenstern, falou na manhã desta quarta-feira (15) sobre os reflexos do confinamento – decorrente da pandemia do Covid-19 – sobre o comércio e as indústrias locais, além das ações da Câmara durante o período. Em entrevista ao Painel 1490, da Rádio Taquara, o presidente afirmou que a região já perdeu algumas empresas, que acabaram não resistindo economicamente à paralisação das atividades.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Lamentando o cenário, segundo ele, muito triste, Morgenstern explicou que as situações dos associados são muito particulares. Alguns já retomaram as atividades – porém com a demanda muito inferior à de rotina; outros estão apreensivos com a situação econômica; e alguns já foram vencidos pelo confinamento e falta de receita.

O presidente do CDL relatou que a enquanto representantes da Câmara, ele e a equipe têm trabalhado junto às administrações municipais, de maneira que represente pressão, mas, sim, contribuindo com os governos com informações sobre o comércio e indústrias, e,principalmente, buscando a flexibilização das atividades, de maneira consciente. E, enquanto as restrições persistem, orientando, também, que os associados busquem alternativas para se manter.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


“É momento de renovar, buscar outras formas de vender. Quem não está no digital, tem que aderir. A CDL tem promovido ações e eventos online, nesse sentido. Temos buscado empreendedores e empresários que já venceram crises, e que podem compartilhar suas experiências. É importante enxergarmos luz no fim do túnel, manter a calma e aprender o máximo possível para vencer também”, destacou Morgenstern.

O presidente também defendeu que é pouco provável que aconteçam aglomerações em lojas de roupas, calçados, ou algum magazine, por exemplo, como ele mesmo tem presenciado em agências bancárias e outros locais. Destacou também que é muito complexo classificar e desclassificar serviços como essenciais ou não essenciais, pois, segundo ele, isso depende muito da necessidade de cada pessoa. “Uma pessoas que perde as chaves de casa, por exemplo, tem como essencial o serviço de um chaveiro”, explicou.

Morgenstern disse que a expectativa da maioria do comércio e indústrias está no novo Decreto estadual e que, independente das medidas anunciadas, a CDL de Igrejinha e Três Coroas vai continuar reunindo informações e reivindicando a retomada das atividades da classe. “Temos esperança que o governador flexibilize a abertura do comércio, porque dá, sim, para trabalhar de forma segura. Se temos supermercados funcionando, podemos ter lojas e indústrias também. Destaco que é preciso cuidar e prevenir a contaminação pelo novo coronavírus, mas defendo e entendo que é possível fazer isso sem penalizar a classe de trabalhadores do comércio e das indústrias”, declarou o presidente, que acrescentou “cada dia que uma loja deixa de vender representa muitos mais para recuperar esse prejuízo, portanto precisamos encontrar uma solução e vamos lutar por ela”.

Confira a entrevista na íntegra: