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Procurador diz que Maria Eliane terá que explicar declarações sobre apoio ao governo de Picucha

O procurador da Prefeitura de Parobé, Marcos Vinicius Carniel, se manifestou, nesta sexta-feira (15), em entrevista à Rádio Taquara, sobre as declarações da ex-prefeita interina, Maria Eliane Nunes (MDB), na quarta-feira (13). Na ocasião, a vereadora e atual presidente da Câmara disse que recebeu de um assessor próximo de Picucha a oferta de que, se apoiasse o governo, o conteúdo da auditoria seria um, mas, caso contrário, seria outro. Segundo Carniel, foi registrada uma ocorrência policial para que Maria Eliane explique o conteúdo dessas declarações, apresentadas pela vereadora sem mencionar nomes.


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O advogado afirmou que a prefeitura contratou uma empresa respeitada na área para proceder ao levantamento da auditoria. “Já imaginou o MDB integrar o nosso governo, se fosse um partido mais neutro. Na verdade, ela quer tirar o foco da auditoria, pois não conseguiu explicar a estrada do Pinhal. Não conseguiu explicar a falta dos quase R$ 600 mil no caixa da prefeitura. Nossos vereadores protocolaram nesta sexta-feira a CPI do cofre, para investigar esse desaparecimento”, disse Carniel.


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Na avaliação do procurador, a ex-prefeita interina está tentando denegrir a imagem da administração do prefeito Diego Picucha e do vice-prefeito Alex Borá, apresentando fatos vazios. Carniel garantiu que nenhuma pessoa próxima do gabinete fez contato com a vereadora ou tinha autorização para efetuar esse tipo de contato, ainda mais para convidar a integrar o governo.

Com relação à estrada de Santa Cristina do Pinhal, denunciada por Picucha como um suposto “estelionato eleitoral”, a mesma denominação foi utilizada por Carniel. Segundo ele, quando a ex-prefeita interina assinou a ordem de início para a obra, não havia recursos para ela ser realizada, e isso aconteceu às vésperas do pleito eleitoral suplementar. Carniel explicou que o entendimento da Caixa foi de que o contrato não poderia ser assinado uma vez que Maria Eliane estava há menos de 120 dias do encerramento do seu mandato. “E não estou dizendo que a Caixa está certa ou errada, este é o fato posto. Só que foi dado início a uma obra que era certo que iria parar mais cedo ou mais tarde, o município não tem dinheiro para pagar essa obra. O que é isso se não um estelionato? Uma semana antes da eleição, sabendo que não tinha contrato? E na época diziam que o contrato estava assinado”, disse o advogado.

Marcos Vinicius acrescentou que uma videoconferência com técnicos da Caixa foi realizada na semana passada, em que foi esclarecido pelos profissionais do banco de que não teria ocorrido interferência política para dificultar a assinatura do contrato. O procurador aproveitou para dizer à comunidade que tudo o que estiver ao alcance do atual governo será feito para que a obra seja realizada. “Já tivemos diversas reuniões com a Caixa, com superintendentes. O processo número um da fila, assim que tiver dinheiro, é o de Parobé. Estamos aguardando, esperando ter dinheiro, para dar andamento na obra”, disse.

Sumiço de dinheiro

O procurador ainda comentou sobre o sumiço de recursos do caixa da Prefeitura, apurado pela auditoria. Segundo ele, o levantamento foi de que, em 31 de março, o saldo do balancete era de R$ 588 mil, contudo esse recurso não existiria financeiramente. Carniel afirmou que não é possível atestar a informação de Maria Eliane de que seria apenas um questão contábil, afirmando que isso precisa ser apurado. Segundo ele, uma sindicância foi aberta pela Prefeitura e a documentação foi remetida à Câmara de Vereadores para a instalação de uma CPI.

Sobre esse ponto, o advogado afirmou que nenhum objetivo político se teve na divulgação desses fatos. Carniel ainda fez questão de frisar que, ao levantar esse assunto, assim como da diferença entre os valores de balancetes sobre patrimônio e os existentes no sistema, o atual governo em nenhum momento colocou em suspeição os servidores de carreiraa do Executivo. O procurador reforça que a administração tem total confiança nestes servidores, tanto que não ocorreu nenhuma mudança em cargos.

No que se refere ao aluguel do prédio do CAPS, Carniel disse que o imóvel foi alugado em 7 de maio de 2019. Ocorreram, segundo ele, dois apostilamentos dentro do contrato ao longo do ano passado, mas nenhum destes documentos foi assinado pela proprietária do imóvel. O único documento que possui assinatura da proprietária é de suspensão do imóvel, em 19 de dezembro passado. Em fevereiro, o contrato foi retomado. Carniel acrescentou que esta suspensão não é retroativa. Carniel disse que a prefeitura não vai pagar o valor retroativo, mas entende que a proprietária, se quiser, pode cobrar o Executivo, inclusive na Justiça.

O advogado anunciou que a atual administração trabalha com a perspectiva de devolver este prédio, pois não é adequado à utilização para o Caps. “Os profissionais que estão ali, antes do Diego assumir, nos pediram para tirar eles dali. Trabalham com pessoas com todos os tipos de vulnerabilidades e não há janela, só tem uma porta principal”, disse Carniel, sobre a proposta de mudar o endereço do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps).

Acompanhe a íntegra da entrevista do procurador: