Realidade Aumentada e as novas formas de interação com o mundo, por Guilherme Schirmer da Costa

Leia o artigo do Guilherme Schirmer da Costa, com novidades sobre tecnologia.

Em 2016, Pokemon Go pegou o mundo de surpresa com a possibilidade de capturar criaturas digitais em um ambiente misto de realidade e imagens digitalizadas. Essa mistura de ambientes se chama Realidade Aumentada, inicialmente apenas imaginada na ficção científica em obras como Tropas Estrelares, na década de 1960, torna-se cada vez mais cotidiana com o advento de smartphones com câmeras, não apenas em jogos, mas em aplicações de uso diário, como auxílio de algumas funções de trabalho do tipo treinamento de máquinas pesadas, auxilio visual a pilotos de aeronaves, simulação em tempo real de objetos para as áreas de arquitetura e design entre outras. A realidade aumentada funciona através do processamento de um marcador através de uma câmera e um software que processa a informação contida nesse marcador. Também pode ocorrer através da geolocalização do aparelho do usuário em relação a marcadores de posição geográfica. Essa integração de informações junto ao campo de visão humano é uma tendência de pesquisa a algumas décadas, mas só nos últimos anos têm sido observada por usuários finais. Embora ainda seja muito dependente de smartphones e tablets, algumas empresas já imaginaram interfaces mais amigáveis para integrar a realidade aumentada a visão do usuário. Em meados dos anos 2010, o Google apresentou o Google Glass, um óculos integrado a um smartphone que permitia a utilização de aplicativos de realidade aumentada. Óculos voltados para realidade aumentada, ou SmartGlasses, existem desde os anos 1990, porém o Google Glass foi o primeiro produto a chamar atenção do grande público, mesmo que durante seu período de protótipo. Atualmente o Google Glass está sendo preparado para produção em escala, graças ao aumento de aplicações baseadas em realidade aumentada. Outras empresas de peso também apostam em realidade aumentada, como a Microsoft e seu Holo Lens. No Brasil ainda não existe nenhum óculos para utilização de realidade aumentada no mercado apenas visores em produtos vendidos como pacote fechado, software e hardware proprietários utilizados para um fim específico. No Brasil, vivemos um crescimento da utilização de realidade aumentada, especialmente em propaganda de produtos. Acredito que com o crescimento de redes 4G e popularização de smartphones mais modernos, o Brasil pode ter um crescimento substancial em outras utilizações de realidade aumentada no Brasil ainda esse ano.

Guilherme Schirmer da Costa
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