OPINIÃO

Se não mudar…, por Luiz Haiml

Leia a coluna do mês do professor Luiz Haiml.

Se não mudar…

Da História conhecemos as Guerras Mundiais, a Independência do Brasil, Dom Pedro I, princesa Isabel, Hitler, Napoleão, Revolução Francesa, faraós, sábios gregos, imperadores romanos, entre outros fatos. Desconhecemos, porém, uma cultura fascinante, uma das mais antigas da Terra, a dos vedas.

Pelos vedas sabemos, entre tantos outros momentos fascinantes, que há três mil anos antes de Cristo ocorreu uma terrível e épica batalha nos campos de Kuruksetra, Índia. Dela participou o próprio Deus (Krsna) junto com os maiores guerreiros da época. Foram cerca de 5.000.000 homens a participar dela.

Isso está relatado em famosos livros sagrados hindus: o Mahabaharata. o Bhagavad-Gita, o Rig Vedas e o Srimad Bhagavatam

A batalha de Kuruksetra foi ainda mais pesarosa por ter sido uma luta fratricida, uma guerra civil. Tinham a mesma origem os Pandavas e os Vrsnis, mesmo assim, Duryodhana, do clã dos Vrsnis, com um traçoeiro golpe, assume o trono de Hastinapura, que ficava em região próxima a atual Nova Déli (foto).

Duryodhana, e o restante dos Vrsnis, não seguiam devidamente os ensinamentos de Krsna, assim o poder deveria voltar às mãos dos pandavas.

Tal arma é dirigida ao filho que Uttara espera, mas também destruirá quem estiver perto. Krsna cria uma espécie de esfera de energia que anula o poder da arma de Asvatthama e salva a todos.

Graças a isso, nascerá do ventre de Uttara, aquele que será um dos maiores e mais sábios regentes do mundo antigo, Maharaja Pariksit. Aquele que se tornará também um dos principais devotos de Krsna, e durante seu reinado banirá os males que alimentam os tempos de Kali-yuga: o materialismo, o desrespeito, a ignorância, os vícios, as corrupções.

Maharaja Parksit fará seu longo e exitoso governo mantendo sempre em mente uma principal premissa: não basta fazer obras, oferecer benefícios, é preciso antes… mudar o coração das pessoas.

 

 

Terminada a luta, sobram apenas quatro Vrsnis e oito Pandavas, e esses, embora vitoriosos, lamentam pelos muitos conhecidos e parentes perdidos. Tão inconsoláveis alguns, que mesmo as palavras dos munis (sábios) e até as do próprio Krsna, estão tendo dificuldades em apaziguar a tristeza que os consome, principalmente a do velho rei Yudhistira. São realizadas, enquanto isso, homenagens aos mortos com oferendas de água e banhos no rio Ganges.

Krsna decide então que é hora de partir. Já embarcado em sua quadriga – carro de duas rodas puxado por quatro cavalos emparelhados – vê surgir Uttara correndo em sua direção. Uttara, filha de um grande rei e agora viúva do grande herói Abhimanyu, vem pedir-lhe socorro. Asvatthama, filho de Dronacarya, ainda está vivo e prepara uma “brahmastra” – uma flecha incandescente de intenso poder.

 

Por Luiz Haiml
Professor, de Taquara
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