Smartphones: a inclusão digital definitiva


Por muito tempo a inclusão digital foi uma preocupação da sociedade. Uma infinidade de conhecimento,..


Por muito tempo a inclusão digital foi uma preocupação da sociedade. Uma infinidade de conhecimento, serviços e comunicações estavam disponíveis ou migrando totalmente para o mundo dos computadores e da internet, mas muitas pessoas estavam ficando fora desse novo mundo. Isso começou a gerar uma população de excluídos, pessoas que não podiam se beneficiar de muitos serviços simples, tais como fazer pesquisas sobre os mais diversos assuntos, mas também de serviços fundamentais, tais como consultar informações em sites governamentais, sobre concursos, notícias em primeira mão, etc.
Para diminuir esse impacto social, muitas iniciativas públicas e de entidades educacionais ou assistenciais foram disponibilizadas ao longo dos últimos anos. Espaços públicos abertos para que as pessoas pudessem usar computadores e a internet, cursos básicos de uso de computadores, uso de e-mail e aplicativos de comunicação, navegação na internet. Essas foram e são ótimas iniciativas, mas ainda assim, sempre tiveram alcance limitado. Continuávamos tendo um grande número de pessoas sem saber usar um computador e todos os recursos e serviços da internet.
Enquanto os computadores e a internet foram algo relativamente “distantes”, ou seja, era necessário que a pessoa “fosse até” eles fisicamente falando, havia mais essa dificuldade a ser vencida. Uma pessoa que não tivesse computador em sua casa, precisava perceber que era necessário fazer vários investimentos: o dinheiro para comprar o computador, um espaço considerável em sua casa (mesa e cadeira), tempo e esforço para aprender a usar o computador. Muitas pessoas se perguntavam: vale a pena? Estou aqui sentado no sofá, assistindo TV ou lendo algo, vou me levantar após um dia de trabalho para ir até onde está o computador?
Mas eis que surge um pequeno e, atualmente, barato equipamento, que resolve o problema da limitação física. Eu já não preciso sair de onde eu estou, aliás, esse equipamento já andava comigo há muitos anos, só que aos poucos foi trazendo para dentro de si as funções que antes só um computador grande possuía – e que para isso eu precisava lidar com uma tela enorme e pesada, teclado, mouse e que demorava para ligar. Agora não! Com um telefone celular atual, os chamados smartphones, eu consigo fazer, na palma da minha mão, o que por muitos anos os cursos e atividades de inclusão digital lutaram para levar ao máximo de pessoas possíveis: acessar a internet, pesquisar assuntos, receber notícias e usar aplicativos de comunicação.
Ah, os aplicativos de comunicação! Esses talvez sejam a grande motivação! As pessoas, todas, independentemente da idade, querem usar o WhatsApp, querem usar o Facebook. As pessoas sabem perfeitamente a utilidade e os benefícios de estarem incluídas nesses serviços. E as pessoas sabem que basta um celular razoável para terem acesso a esses serviços computacionais. E, enquanto manuseiam esses aplicativos de comunicação, aos poucos aprendem os demais serviços básicos, tais como navegar na internet, pesquisar no Google e, até, enviar e receber e-mails. Ou seja, estão sendo totalmente incluídas no mundo digital.
O smartphone certamente pode ser listado como uma das mais notáveis invenções, ou melhor, inovações (pois tudo que ele faz já existia, ele apenas otimizou) da tecnologia. Foi a indústria da computação resolvendo um problema que ela mesmo havia criado, ou seja, tornando simples e barato o uso de um computador.

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